CPGACS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA (CIÊNCIAS DO SOLO) INSTITUTO DE AGRONOMIA Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: LUCERO SARABIA SALGADO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCERO SARABIA SALGADO
DATA : 21/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Departamento de Solos
TÍTULO:

Dinâmica de N e emissões de N2O e CH4 do solo sob pastagem de capim estrela e sistema silvipastoril com leucena para produção leiteira


PALAVRAS-CHAVES:

Consumo animal, Qualidade de forragem, Produção de leite, Balanço de Nitrogênio, Emissões de N2O.


PÁGINAS: 114
RESUMO:

    Na região sudeste do México a pecuária convencional é o sistema de monocultura mais comum, onde as espécies principais são gramíneas nativas ou gramíneas africanas, com a produção de biomassa sendo limitada pela sazonalidade da chuva e baixa fertilidade do solo. Em sistemas de produção animal, a degradação da pastagem está associada ao esgotamento de N do solo, sendo necessária a reposição do nutriente. Para o estabelecimento de pastagens mais produtivas nessas áreas, sistemas silvipastoris (SPS) têm sido recomendados, especialmente com uso de leguminosas arbóreas, porém são ainda pouco estudados acerca do impacto sobre o ciclo do nitrogênio. Assim, o objetivo deste trabalho foi quantificar os fluxos de N no sistema solo/planta/animal como um meio de comparar a sustentabilidade de um SPS com leguminosas (Leucaena leucocephala) e pasto de capim estrela (Cynodon nlemfuensis), com pastagens em monocultura com o mesmo capim (SM). A produção media de leite para as duas épocas do ano foi semelhante nos dois sistemas, com 7,1 e 6,3 kg por UA (1 UA = 450 kg peso vivo) dia-1 para SM e SPS, respectivamente. O consumo médio de N pelos animais nas duas épocas foi de 171,9 e 215,7 g N por UA dia-1 para SM e SPS, respectivamente, destacando a importância da leguminosa no suprimento de proteína para os animais. O N depositado nos excrementos animais foi de 138,1 e 184,9 g N UA-1 dia-1 para SM e SPS, respectivamente, sendo maior nas fezes do que na urina. Os fluxos de N2O mostraram-se maiores no SM, com picos de 1623, 9 e 755,9 ug N-N2O m-2 h-1 para SM e SPS, respectivamente, sendo originados do tratamento urina. Os maiores fatores de emissão direta (FE) de N2O foram observados na época de chuvas, quando a desnitrificação é favorecida, sendo de 0,05 e 0,01% para o tratamento de fezes, e 0,52 e 0,17% para o tratamento de urina, em SM e SPS, respectivamente. Na época seca, os FE foram mais baixos. Conclui-se que a presença da leguminosa em SPS permite manter a produção de leite observada no SM, fertilizado com N, porém com menor intensidade de emissão de N2O, contribuindo para a sustentabilidade na produção pecuária.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 681.282.827-00 - BRUNO JOSE RODRIGUES ALVES - EMBRAPA
Interno - 1104775 - ADELSON PAULO DE ARAUJO
Interno - 058.898.198-28 - SEGUNDO SACRAMENTO URQUIAGA CABALLERO - USP
Externo à Instituição - FRANCISCO JAVIER SOLORIO SANCHEZ
Externo à Instituição - MARCIO DOS REIS MARTINS - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 14/02/2019 16:32
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