Avaliação do potencial antioxidante do extrato da planta alimentícia não convencional Xanthosoma sagittifolium L. Schott em células de Saccharomyces cerevisiae
Antioxidante; PANC; Saccharomyces cerevisiae.
Plantas alimentícias não convencionais (PANC) é o termo dado ao grupo de plantas que possuem uma ou mais partes comestíveis, sendo nativas ou cultivadas e que não estão incluídas na alimentação cotidiana da população. Um exemplo é a Xanthosoma sagittifolium L. Schott (taioba), onde estudos apontam uma série de potenciais atividades atribuídas à esta planta, como propriedades anti-inflamatórias, antidiabéticas e antioxidantes. A caracterização química da Xanthosoma sagittifolium L. Schott descreve a presença de flavonoides, sendo assim, quando introduzida na alimentação pode auxiliar o organismo a manter a homeostase redox celular, contribuindo para evitar o quadro de estresse oxidativo, que é uma condição gerada pela incapacidade do sistema de defesa antioxidante a controlar a ação dos oxidantes em células, o que pode ocasionar uma série de danos para estas. No entanto, é importante inteirar-se mais profundamente sobre os compostos existentes nesta planta e analisar de forma mais detalhada a influência da sua atividade antioxidante utilizando um modelo biológico que leve em conta condições fisiológicas e interações metabólicas. Com isso, avaliou-se a toxicidade e o potencial antioxidante do extrato aquoso de X. sagittifolium através dos ensaios de viabilidade celular, funcionalidade mitocondrial, peroxidação lipídica e níveis de oxidação intracelular. Duas cepas de S. cerevisiae foram usadas neste estudo, uma controle e uma deletada no gene YAP1, fator de transcrição de defesas antioxidantes na levedura. O perfil químico do extrato aquoso de X. sagittifolium foi verificado por HPLC-DAD. Todas as concentrações analisadas do extrato em ambas as cepas não se mostraram tóxicas. A análise do efeito do extrato na viabilidade celular antioxidante revelou que o pré-tratamento com o extrato na concentração de 0,6 mg L-1 é capaz de proporcionar proteção para ambas as cepas frente ao agente estressor utilizado (H2O2) na concentração de 1,0 mM, Nos ensaios antioxidantes, para a cepa controle o extrato de X. sagittifolium capaz de promover proteção antioxidante para as células, em contrapartida o mesmo não foi observado na cepa mutante, onde apenas nos ensaios de viabilidade antioxidante o extrato de X. sagittifolium foi capaz de mostrar proteção às células, enquanto que nos demais ensaios antioxidantes a cepa revelou um maior grau de sensibilidade frente ao estresse oxidativo. O perfil químico do extrato indica a presença de flavonoides, correspondendo a 15 dos 17 picos obtido pelo cromatograma. Neste estudo, foi indicado que o extrato demonstrou não ser tóxico nas concentrações testadas e exibiu propriedades antioxidantes. Essas propriedades antioxidantes podem ser atribuídas à presença de flavonoides no extrato, sugerindo que a taioba tem o potencial de ser uma fonte promissora de compostos com ação antioxidante.