Banca de DEFESA: ESTHER SARAIVA AREAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ESTHER SARAIVA AREAS
DATA : 01/02/2018
HORA: 14:00
LOCAL: UFRRJ - Sala 50
TÍTULO:

Síntese de novos complexos de cobalto contendo híbrido de cumarina-b-cetoéster: investigação da citotoxidade e reatividade em solução


PALAVRAS-CHAVES:

 Complexos de Cobalto, cumarinas, pró-fármaco biorredutível.


PÁGINAS: 80
RESUMO:

Neste trabalho realizou-se a síntese de novos complexos de cobalto contendo um ligante fluorescente híbrido de cumarina-b-cetoéster (HL), do tipo [Co(L)(Am)](ClO4)n, onde L é o derivado de cumarina na forma aniônica e Am é a amina auxiliar TPA (para 1b-CoII e 2b-CoIII) ou Py2en (para 2c-CoIII). A metodologia de síntese de 1b-CoII levou à formação da espécie de CoII, sendo confirmado por análise elementar de CHN, condutividade molar e difração de raios-X (DRX). O íon complexo 1b-CoII apresentou-se como uma espécie catiônica e hexacoordenada, contendo a cumarina na forma L1-  como O,O doador, e um TPA neutro como N,N’,N’,N’ doador. Resultados de DRX obtidos para HL e 1b-CoII mostraram que a complexação do ligante levou ao aumento da sua planaridade. Para o complexo 2b-CoIII, a metodologia realizada a partir de [CoIII(TPA)Cl2]ClO4 levou à formação da espécie de CoIII, entretanto, a análise elementar de CHN e RMN de 1H também indicaram a presença dos precursores da reação no sólido isolado. O complexo 2c-CoIII foi obtido partindo-se da mesma metodologia empregada para 1b-CoII, no entanto, a presença da amina mais básica (Py2en) levou à formação da espécie de CoIII. Dados de análise elementar de CHN, condutividade molar, espectroscopia de infravermelho e RMN de 1H apontaram para uma estrutura do tipo [CoIII(L)(Py2en)](ClO4)2, onde L1- também interage com o metal através das carbonilas da porção b-cetoéster. Cálculos DFT mostraram que a banda em 448 nm no espectro de UV-Vis de 1b-CoII, obtido em tampão (pH = 7,4), é referente à transição p-p* centrada em L1- mas para 2c-CoIII a banda em 455 nm apresenta-se como uma mistura de p-p* e TCLM. Estudos de voltametria cíclica mostraram que os complexos exibem um processo quase-reversível associado ao par CoIII/CoII, com Epc na ordem 2c-CoIII < 1b-CoII < 2b-CoIII, que foi associada às propriedades eletrônicas das aminas auxiliares. O maior caráter aceptor p do TPA facilita o ganho de elétrons pelo cobalto nos complexos 1b-CoII e 2b-CoIII, enquanto o Py2en, que possui maior caráter doador s, levou a um potencial menor para 2c-CoIII. HL exibiu um processo catódico associado à redução de carbonila, o qual não sofreu deslocamento após a complexação. Ensaios de reatividade de 2c-CoIII em solução tampão (pH 7,4) monitorados por espectroscopia de fluorescência mostraram que o ligante é liberado em presença de um agente redutor (ascorbato de sódio) durante 8,5 h, a qual foi mais pronunciada em atmosfera de argônio, sugerindo que a dissociação de L1- ocorre preferencialmente após a redução do metal. 2c-CoIII apresentou-se estável em solução tampão sem agente redutor. A investigação da citotoxidade de HL, 1b-CoII e 2c-CoIII contra linhagens B16-F10 (melanoma murino metastático), 4T1 (melanoma mamário murino) e BHK-21 (célula não tumoral de rim de hamister) mostraram que HL não foi ativo, mas a coordenação favoreceu sua citotoxidade, na maioria dos casos. 2c-CoIII exibiu melhor atividade global quando comparado com 1b-CoII, apresentando citotoxidade seletiva às células de câncer (45,9 ± 5,2 mM         e 39,1 ± 6,6 mM para B16-F10 e 4T1, respectivamente) e sendo inativo contra células normais (71,2 ± 6,2 mM).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1579187 - AMANDA PORTO NEVES
Interno - 1475121 - MARCELO HAWRYLAK HERBST
Externo à Instituição - MAURÍCIO LANZNASTER - UFF
Notícia cadastrada em: 15/01/2018 13:13
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