Síntese de análogos do donepezil e avaliação como inibidores da enzima acetilcolinesterase: estudo de alternativas para o tratamento da doença de Alzheimer
doenças neurodegenerativas, inibidores de colinesterases, isatinas, N-benzil-piperidinas.
Com o avanço da ciência e de sua capacidade de prolongar a vida humana, a sociedade passou a se deparar com alguns novos problemas, dentre eles, o Alzheimer. Uma das principais marcas da doença de Alzheimer em seus estágios iniciais é a perda de memória, porém, com o passar do tempo, complicações muito mais severas atingem
àqueles acometidos por ela. Esta doença, que a cada ano atinge um número maior de pessoas no mundo, ainda não possui cura, mas sim tratamento para os seus sintomas. O donepezil é o fármaco mais utilizado no mundo para o tratamento do Alzheimer e seu principal mecanismo de ação consiste na inibição da enzima acetilcolinesterase. Esta enzima é responsável pela hidrólise do neurotransmissor acetilcolina, cujo déficit está
associado às perdas de memória. Não existem fármacos que promovam comprovadamente a regressão da doença e por isso, os tratamentos disponíveis focam no combate aos sintomas. Ainda que o tratamento com donepezil apresente uma eficácia considerável no combate aos sintomas, a comunidade científica continua a buscar novos agentes inibidores da acetilcolinesterase para aplicar neste tipo de terapia medicamentosa. Grande parte das pesquisas se baseiam na estrutura do donepezil para o planejamento desses novos inibidores e uma estrutura promissora a ser incorporada a esse esqueleto é a das indolinonas, com destaque para a isatina. Alguns derivados da isatina já demonstraram grande potencial inibitório da acetilcolinesterase, alguns deles com maior percentual de inibição da enzima, nas condições avaliadas, do que o próprio donepezil. A fração do donepezil que se assemelha estruturalmente à isatina é o núcleo indanona, a este núcleo, encontra-se ligado o núcleo N benzilpiperidina com um metileno como espaçador. Há poucos trabalhos na literatura explorando a hibridização da isatina com a N-benzilpiperidina, o que motiva a execução deste projeto. Neste trabalho buscaremos o desenvolvimento de novos derivados da isatina e de outras duas indolinonas, a indol-2-ona e a indol-3-ona, buscando a mimetizar a estrutura do donepezil. Para isto, o núcleo N-benzilpiperidina será acoplado à estrutura desses três compostos, com variações entre eles nos substituintes do anel aromático do núcleo indolinona, gerando um total de 70 produtos inéditos miméticos do donepezil. A capacidade desses compostos em inibir a
enzima acetilcolinesterase será avaliada através do método espectrofotométrico de Ellman.