CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DO EXTRATO AQUOSO DA SALSA CRESPA (Petroselinum crispum var. crispum)
CLAE-EM; flavonoides; apiina; antioxidantes; peroxidação lipídica
O estresse oxidativo, resultante do desequilíbrio entre a produção e eliminação de radicais livres, tem grande importância nos processos de envelhecimento e morte celular. A ingestão de ervas condimentares, como substitutos do sal, tem sido estimulada pelo fato delas conterem compostos bioativos capazes de desativar os radicais livres. O objetivo deste trabalho foi determinar o teor de compostos fenólicos e flavonoides totais (método de Folin-Ciocalteu e Cloreto de Alumínio, respectivamente), avaliar a capacidade antioxidante (métodos do DPPH e FRAP), e promover uma triagem fitoquímica do extrato aquoso das folhas de Petroselinum crispum var. crispum (salsa). Vinte e nove flavonoides glicosilados foram identificados no extrato, sendo à apiina, o composto principal; a partir da hidrólise ácida da apiina foi obtida a aglicona apigenina (90% de pureza). Um alto teor de fenólicos (12,49 ± 1,70 mg GAE/g de extrato de salsa) e flavonóides totais (15,05 ± 2,20 mg de equivalentes de quercetina/g de extrato de salsa) foram quantificados na salsa, além de alta atividade antioxidante (EC50 - 15,50 mg.mL-1, método DPPH) e (189,8 mM Fe (II)/mg de extrato vegetal seco - método FRAP). Ensaios in vivo com células de Saccharomyces cerevisiae mostraram baixa toxidez do extrato aquoso da salsa crespa, porém revelou alto potencial antioxidante dose-dependente, principalmente no ensaio de lipoperoxidação. Além disso, o flavonoide glicosilado apiina também apresentou ação antioxidante nas células de levedura sob estresse oxidativo no ensaio de viabilidade celular (0,1 mM) e peroxidação lipídica (0,01 e 0,1 mM), enquanto apigenina foi levemente antioxidante. Portanto, é provável que a atividade antioxidante da apiina esteja relacionada à capacidade antioxidante total da salsa.