Síntese e avaliação da atividade tripanocida de novos azóis, derivados da beta-lapachona
beta-lapachona, naftoimidazóis, naftoxazóis, síntese, Trypanosoma cruzi
Passados mais de 100 anos desde a sua descoberta, a doença de Chagas ainda representa um desafio para a humanidade, visto que o seu tratamento apresenta sérias lacunas. Além de não serem satisfatoriamente eficazes na fase crônica da doença, os fármacos utilizados mundo à fora para o seu tratamento, nifurtimox e benznidazol, ocasionam severos efeitos colaterais aos pacientes tratados com eles. Milhares de pessoas morrem por ano devido a essa doença, que atinge principalmente regiões tropicais, como o Brasil. No Brasil, apenas o benznidazol é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para o tratamento da doença de Chagas. Desta forma, é essencial que a comunidade científica se dedique à busca por novos fármacos mais eficientes para o tratamento da doença de Chagas. Neste sentido, os derivados da beta-lapachona têm se configurado como compostos promissores, em especial os derivados azólicos. A beta-lapachona é uma naftoquinona, encontrada em diversas espécies arbóreas e arbustivas da família Bignoniaceae, dentre elas, o ipê. Nas últimas décadas, diversos grupos de pesquisa, em especial no Brasil, têm se dedicado a síntese de derivados da beta- lapachona, para o combate a diversos patógenos, inclusive contra o Trypanosoma cruzi (T. cruzi), causador da doença de Chagas. Neste trabalho foram sintetizados 26 derivados imidazólicos e 2 derivados oxazólicos da beta-lapachona, dos quais 21 são inéditos, além de um 2-amino-oxazol derivado da orto-fenantrolina-quinona. Dentre os compostos sintetizados, 16 foram avaliados in vitro quanto a atividade tripanocida, além da beta-lapachona, contra as formas amastigota e tripomastigota do T. cruzi. Nove dos compostos avaliados foram mais ativos nos testes do que a beta-lapachona, nas condições testadas, dentre os quais, dois foram mais ativos do que o próprio fármaco de referência, o benznidazol. Também foi possível verificar que ambos apresentam maior seletividade para o parasita do que para as células do hospedeiro. Um dos dois derivados que apresentaram maior atividade contra o T. cruzi teve o seu mecanismo de ação sob o parasita investigado, ficando constatado que o principal dano causado pelo composto em questão foi na mitocôndria, provocando um inchaço, e um aspecto de lavagem, na organela. Além dos valorosos resultados de atividade tripanocida, este trabalho também possibilitou o desenvolvimento de um novo método de síntese de 2-amino-oxazóis.Passados mais de 100 anos desde a sua descoberta, a doença de Chagas ainda representa um desafio para a humanidade, visto que o seu tratamento apresenta sérias lacunas. Além de não serem satisfatoriamente eficazes na fase crônica da doença, os fármacos utilizados mundo à fora para o seu tratamento, nifurtimox e benznidazol, ocasionam severos efeitos colaterais aos pacientes tratados com eles. Milhares de pessoas morrem por ano devido a essa doença, que atinge principalmente regiões tropicais, como o Brasil. No Brasil, apenas o benznidazol é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para o tratamento da doença de Chagas. Desta forma, é essencial que a comunidade científica se dedique à busca por novos fármacos mais eficientes para o tratamento da doença de Chagas. Neste sentido, os derivados da beta-lapachona têm se configurado como compostos promissores, em especial os derivados azólicos. A beta-lapachona é uma naftoquinona, encontrada em diversas espécies arbóreas e arbustivas da família Bignoniaceae, dentre elas, o ipê. Nas últimas décadas, diversos grupos de pesquisa, em especial no Brasil, têm se dedicado a síntese de derivados da beta- lapachona, para o combate a diversos patógenos, inclusive contra o Trypanosoma cruzi (T. cruzi), causador da doença de Chagas. Neste trabalho foram sintetizados 26 derivados imidazólicos e 2 derivados oxazólicos da beta-lapachona, dos quais 21 são inéditos, além de um 2-amino-oxazol derivado da orto-fenantrolina-quinona. Dentre os compostos sintetizados, 16 foram avaliados in vitro quanto a atividade tripanocida, além da beta-lapachona, contra as formas amastigota e tripomastigota do T. cruzi. Nove dos compostos avaliados foram mais ativos nos testes do que a beta-lapachona, nas condições testadas, dentre os quais, dois foram mais ativos do que o próprio fármaco de referência, o benznidazol. Também foi possível verificar que ambos apresentam maior seletividade para o parasita do que para as células do hospedeiro. Um dos dois derivados que apresentaram maior atividade contra o T. cruzi teve o seu mecanismo de ação sob o parasita investigado, ficando constatado que o principal dano causado pelo composto em questão foi na mitocôndria, provocando um inchaço, e um aspecto de lavagem, na organela. Além dos valorosos resultados de atividade tripanocida, este trabalho também possibilitou o desenvolvimento de um novo método de síntese de 2-amino-oxazóis.