Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIANA HOMEM DE MELLO REINACH

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANA HOMEM DE MELLO REINACH
DATA : 12/08/2019
HORA: 14:00
LOCAL: CPDA
TÍTULO:

Dimensão social e política da Agroecologia: Atores e controvérsias no contexto neo-extrativista latinoamericano


PALAVRAS-CHAVES:

agroecologia, resistência, saberes insurgentes


PÁGINAS: 50
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
SUBÁREA: Sociologia Rural
RESUMO:

Esta pesquisa nasceu de uma provocação. Em 2017 eu fazia parte do Grupo de Estudos de Pensamento Heterodoxo, do Laboratório de Sociologia do Trabalho da Universidade Federal de Santa Catarina (Gepensah/LASTRO/UFSC), e o tema do semestre era “Pensamento antiecológico: crítica ao capitalismo verde e à ecologia política”. Sabendo do meu envolvimento com a agroecologia, os marxistas do grupo fizeram uma sessão especialmente dedicada a este tema. Discutimos um texto de João Bernardo, um conselhista português que detonava a agroecologia utilizando argumentos um tanto batidos: afirmando o suposto atraso e reacionarismo do campesinato, a superioridade tecnológica e organizacional da grande produção industrial de alimentos e a superexploração do trabalho exigida por métodos manuais de cultivo “anti-tecnológicas”, que aumentariam a extração de mais-valia absoluta. Para refutá-lo, eu me muni de todos os dados que tinha sobre agroecologia, desde a crítica sobre as motivações político-ideológicas da Revolução Verde, dados sobre a ineficiência da produção industrial e suas consequências sociais, econômicas e ambientais, até argumentos para desconstruir a ideia de “atraso” vinculada ao campesinato e a povos tradicionais, apontando a complementaridade entre tecnologias “tradicionais” e “modernas”. Levei ainda artigos científicos de agronomia sobre a alta produtividade de SAFs e projeções para produção agroecológica em larga escala, bem como de seus benefícios em relação aos debates de gênero, sucessão geracional, aumento de emprego e de renda no campo. Uma longa discussão se seguiu e por fim eles encontraram pontos fracos para continuar me provocando: “mas o que garante que a agroecologia não vá se tornar mais uma produção para nicho de mercado do capitalismo verde, como já é a produção orgânica?”, “O que garante que a produção agroecológica não poderá reproduzir a concentração fundiária e a exploração do trabalho característicos da produção convencional?”, “O que garante que os conhecimentos tradicionais não serão subordinados à lógica de acumulação de capital nesta nova fase verde do capitalismo?”


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1489081 - ANDREY CORDEIRO FERREIRA
Interno - 1432841 - CLAUDIA JOB SCHMITT
Externo ao Programa - 1054069 - IGOR SIMONI HOMEM DE CARVALHO
Notícia cadastrada em: 25/06/2019 12:28
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