Descontaminação de aflatoxinas em torta de castanha-da-amazônia como estratégia para aumentar a segurança na formulação de produtos.
Bertholletia excelsa; processamento não térmico; plasma frio; UV-C, micotoxinas, torta da castanha,
A torta de castanha-da-amazônia, subproduto do processamento da amêndoa, apresenta elevado valor nutricional e potencial de utilização em formulações alimentares humanas e animais. Contudo, a contaminação por aflatoxinas (AFs), especialmente a aflatoxina B1(AFB1), representa um risco significativo para a segurança alimentar e para a comercialização destes produtos. Este trabalho teve como objetivo avaliar estratégias de descontaminação de AFs na torta de castanha-da-amazônia, de forma a aumentar a segurança da sua utilização em diferentes formulações. O Capítulo 1 consistiu numa revisão abrangente sobre métodos de descontaminação aplicados a tree nuts, destacando avanços e limitações das tecnologias em investigação nos últimos 20 anos. O Capítulo 2 apresentou os ensaios realizados com plasma frio (CP) de descarga de barreira dielétrica (DBD) e radiação UV-C, comparando a sua eficácia na degradação das AFs. Os resultados demonstraram que o plasma frio DBD foi o método mais eficiente, promovendo uma redução significativa da toxina após 10 minutos de exposição, enquanto o tratamento com UV-C evidenciou limitações analíticas, reforçando a necessidade de técnicas complementares, como LC-MS/MS e RMN, para confirmar os produtos de degradação e avaliar a sua toxicidade residual. Este estudo reforça a importância da inovação tecnológica como estratégia para a segurança alimentar e para a valorização da cadeia produtiva amazônica.