Banca de DEFESA: LUIS OTÁVIO MOREIRA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUIS OTÁVIO MOREIRA SILVA
DATA : 21/03/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Embrapa Agroindústria de Alimentos
TÍTULO:

DETERMINAÇÃO DA BIOACESSIBILIDADE IN VITRO DA RUTINA EXTRAÍDA POR DIFERENTES PROCESSOS DO RESÍDUO AGROINDUSTRIAL DO TOMATE


PALAVRAS-CHAVES:

Palavra-chave: Tomate; rutina; ultrassom; extração convencional; bioacessibilidade


PÁGINAS: 59
RESUMO:

A produção de tomate no Brasil em 2015 foi de aproximadamente 4 milhões de toneladas, sendo, o que demonstra sua relevância econômica. Grande parte da produção de tomate é utilizada como matéria prima para produção de sucos e polpas de tomate. Entretanto, essa indústria gera um resíduo agroindustrial que representa de 5 a 10% da matéria prima utilizada. O resíduo do tomate vem sendo explorado como fonte, principalmente, de licopeno. Porém, esse material também é rico em flavonoides como a rutina, que podem ser aplicados na indústria de alimentos promovendo benefícios à saúde e valorizando esse resíduo. Usualmente, o processo de extração desses compostos é realizado adotando-se métodos tradicionais em que se faz o uso de solventes orgânicos, como hexano, metanol, etanol, entre outros e vêm apresentado resultados satisfatórios. Em contrapartida, novos métodos têm sido adotados com o intuito de serem mais eficientes. Neste contexto, é possível citar a extração assistida por ultrassom, método que oferece benefícios como maior facilidade de operação e maior velocidade de extração. O objetivo deste trabalho foi comparar duas técnicas de extração de rutina em relação ao teor de rutina obtido e na bioacessibilidade deste composto. Uma amostra de tomate foi despolpada, mimetizando o processo de obtenção da polpa. O resíduo, composto por casca e semente, foi fracionado e a casca obtida foi seca a 60oC por 24h, formando então um material em pó, com tamanho médio de 483,4 ± 15,7 µm e 1,27 ± 0,23 % de umidade. O pó foi caracterizado de acordo com o teor de compostos fenólicos totais (584,63 ± 1,78 mg ácido gálico equivalente/g de tomate em pó) e capacidade antioxidante por método de TEAC (186,98 ± 1,78 µmol Trolox/ g tomate em pó). O pó foi submetido à extração convencional, utilizando como solvente etanol 70% (v/v) na razão 1:25, a 57oC, por 40 minutos e à extração assistida por ultrassom quando foi utilizada a mesma solução extratora, na mesma razão solvente:substrato. A extração por ultrassom foi realizada em 10 minutos, à 55oC, com potência de 150W. Os extratos líquidos obtidos foram comparados em relação à atividade antioxidante e ao teor de rutina. A atividade antioxidante determinada por TEAC foi superior no extrato obtido por ultrassom (27,90 ± 0,10 µmol Trolox/ g). O mesmo comportamento foi observado para o valor da atividade antioxidante, onde o extrato obtido por ultrassom (109,82 ± 15,03 µmol Trolox/ g) apresentou uma atividade um pouco maior do que o extrato obtido de forma convencional (97,13 ± 12,44 µmol Trolox/ g), porém sem diferença estatística. A quantidade de rutina extraída foi estatisticamente igual para ambos métodos de extração (convencional: 3,77 ± 0,014 µg rutina/mL; ultrassom: 3,83 ± 0,065 µg rutina/mL). Os resultados demonstram que o teor de rutina obtido não se altera diante dos métodos de extração avaliados. A determinação da bioacessibilidade é importante para identificar o percentual deste composto absorvido pelo organismo humano. A bioacessibilidade da rutina em ambos os extratos foi de aproximadamente 13%, o que sugere que o método de extração não influencia na absorção desse produto. Após 4 semanas de estocagem, os extratos apresentaram uma redução na acessibilidade da rutina. Os extratos obtidos pelo método tradicional apresentaram uma redução semelhante quando armazenados em refrigeração (8,09%) e congelamento (8,22%). A redução na acessibilidade dos extratos obtidos com ultrassom foi menor quando armazenados nas mesmas condições (refrigerado: 10,1%; congelado: 10,11%). A utilização do ultrassom como tecnologia alternativa de extração de rutina em resíduos do processamento de tomate não se apresentou tecnicamente atrativa. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ISABELLE SANTANA - UERJ
Externo ao Programa - 628.646.967-20 - LOURDES MARIACORRÊA CABRAL - EMBRAPA
Externo ao Programa - 507.802.047-00 - RONOEL LUIZ DE OLIVEIRA GODOY - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 14/03/2018 15:13
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