Banca de DEFESA: VITOR LUIZ FARIAS DE ABREU

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VITOR LUIZ FARIAS DE ABREU
DATA : 11/02/2020
HORA: 14:00
LOCAL: UFRRJ
TÍTULO:

ESTUDO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DAS FERRAMENTAS ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS DE CONTROLE E DEFESA ALIMENTAR NO SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO DE UMA ORGANIZAÇÃO MILITAR DO EXÉRCITO BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Proteção dos Alimentos, Segurança dos Alimentos, Defesa Alimentar, Forças Armadas.


PÁGINAS: 134
RESUMO:

As ferramentas de proteção dos alimentos são instrumentos essenciais na formulação dos processos produtivos, nas quais são incorporadas estratégias que possam garantir a inocuidade e garantia ao consumidor final. A literatura moderna define o termo proteção dos alimentos como uma conjunção das metodologias de segurança dos alimentos e defesa alimentar. O sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) consiste em uma das ferramentas mais modernas na elaboração de alimentos seguros. Descrito pelo Codex Alimentarius, é empregado por diversas forças armadas estrangeiras. Entretanto, mesmo após as normatizações do APPCC estarem vigentes há mais de 20 anos nos órgãos reguladores do Brasil, como o Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o tema ainda não foi abrangido no escopo da legislação militar brasileira. De modo semelhante, a ferramenta Food Defense (defesa alimentar) encontra-se insipidamente delineada nos manuais militares e sem referenciais de aplicação. Consiste em uma metodologia para mitigar as contaminações intencionais, com o objetivo ilícito de alterar um alimento, podendo causar dano ao consumidor final. O presente estudo avaliou a implementação das ferramentas APPCC e defesa alimentar no serviço de alimentação de uma Organização Militar do Exército Brasileiro, a Academia Militar das Agulhas Negras, localizada em Resende-RJ. Para isso, foram efetuados levantamentos das condições sanitárias do processo de produção por meio de verificações in-loco, mapeamento dos pré-requisitos, questionários para avaliação do nível de conhecimento e treinamento dos manipuladores de alimentos, análises microbiológicas de alimentos confeccionados, superfícies em contato com alimentos e mãos de manipuladores. Por fim, foram elaborados os planos APPCC e defesa alimentar, verificando-se os impactos de suas implementações. A implementação do APPCC demonstrou-se positiva quanto às conformidades dos pontos críticos de controle mapeados e melhorias nos parâmetros microbiológicos, com diferença estatística significativa (p<0,05), porém, com fragilidades na adoção dos pré-requisitos e resistências na quebra dos paradigmas por parte dos manipuladores, sobretudo com a visão de ser um processo oneroso e dispendioso de tempo. As ações no campo da defesa alimentar apresentaram-se satisfatórias: em que pese o conceito ser desconhecido como ciência, muitas ações já vinham sendo executadas para prevenir a contaminação intencional. Das demandas do plano de ação, 73,2% foram cumpridas totalmente ou parcialmente. As maiores dificuldades foram observadas no campo do controle de pessoal, ainda sendo um óbice na gestão das vulnerabilidades. A despeito de vários referenciais citarem a necessidade da implementação prévia do APPCC à defesa alimentar, pode-se concluir que existe a viabilidade do desenvolvimento de planos de defesa no ambiente militar sem o APPCC estar efetivamente implantado: o APPCC constitui uma prática onerosa de tempo e pessoal, quando comparado à defesa alimentar e sua formatação como pré-requisito obrigatório pode impedir os conceitos da defesa alimentar. Em que pese não serem atingidos os objetivos do APPCC, os benefícios quanto à prevenção de um suposto ataque intencional já se consolidam como uma vantagem no ambiente militar, caracterizado por uma por uma vulnerabilidade implícita aos ataques intencionais, com o objetivo de reduzir a operacionalidade dos militares.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2623443 - SIMONE PEREIRA MATHIAS
Externa à Instituição - NATHÁLIA MIRANDA COUTINHO - UFF
Externa à Instituição - FERNANDA LIMA CUNHA
Notícia cadastrada em: 30/01/2020 09:23
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node3.ufrrj.br.producao3i1