Sobrevivência de Bifidobacterium animalis subsp. lactis associado ou não com Lactobacillus rhamnosus em sorvete probiótico.
Lactobacillus, Bifidobacterium, Prebiótico, Aditivos Naturais
Segundo a FAO e a OMS, são entendidos como probióticos, microrganismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, conferem benefício à saúde do hospedeiro. Um número maior de estudos se dedica aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium de origem humana ou animal. Nos últimos anos, o desenvolvimento de produtos saudáveis tomou grandes proporções, e o sorvete contém diversas características inerentes, que podem colaborar com a sobrevivência na veiculação de culturas probióticas. Bifidobacterium não toleram acidez elevada, assim como ambientes com potencial de oxido redução elevados. Para contornar problemas tecnológicos e aumentar a sobrevivência de bifidobacterias na elaboração de leites fermentados, associações mutualistas com outras bactérias, probióticas ou não tem sido empregadas O objetivo desta pesquisa é avaliar a sobrevivência de Bifidobacterium animalis subsp. lactis associado ou não com Lactobacillus rhamnosus em sorvete probiótico. A grande barreira aos probióticos é a passagem pelo trato gastrointestinal, que reduz a viabilidade celular. Considerando este desafio, será desenvolvida uma formulação rica em nutrientes reconhecidamente prebióticos, como o mel, que contém uma série de substâncias bioativas (flavonoides, entre outros). Assim, serão avaliados sorvetes adoçados com mel em comparação ao adicionado de frutose e glicose, com relação as características reológicas, sensoriais e primordialmente a viabilidade das culturas após simulação do trato gastrointestinal in vitro.