Efeito protetor da pimenta biquinho (capsicum chinense) sobre a oxidação lipídica em conservas de atum
pescado; skipjack; pimenta biquinho; potencial antioxidante; oxidação lipídica.
O consumo de peixes e outros frutos do mar cresceu nos últimos anos, em virtude do crescimento populacional, assim como da mudança nos hábitos de consumo das pessoas, já que a ingestão dessas proteínas está relacionada à alimentação saudável. A carne dos peixes contém proteínas de alto valor biológico e elevada digestibilidade, além de ácidos graxos poli-insaturados, em especial da família ômega-3, estes com efeitos benéficos à saúde. O atum da espécie Katswonus pelamis conhecido no Brasil como gaiado, bonito listrado ou skipjack é encontrado em regiões tropicais e bastante utilizado em conservas. O tratamento térmico empregado durante o enlatamento do atum ocasiona oxidação da fração lipídica do peixe e com isso ocorre a produção de compostos indesejáveis ao consumo humano. Estudos apontam o emprego de ervas, especiarias e alguns frutos com propriedades antioxidantes em matrizes alimentares. A pimenta biquinho (Capsicum chinense) é comum na culinária brasileira e utilizada principalmente na ornamentação de pratos, em função da atratividade da cor de seus frutos e de sua baixa pungência. Trabalhos apontam a presença de compostos bioativos com ação antioxidante em seus frutos. Desta forma, a presente pesquisa objetiva verificar as alterações na fração lipídica do atum em função do tratamento térmico empregado e o efeito protetor da pimenta biquinho frente à oxidação lipídica.