Desenvolvimento e aplicação de nanoemulsão à base de alginato e óleo essencial de pimenta rosa como revestimento comestível em queijo minas frescal
revestimento comestível, Listeria monocytogenes, Salmonella spp., Escherichia coli, Staphylococcus aureus, pimenta rosa.
Nos últimos anos tem crescido entre os consumidores a preocupação com o consumo de alimentos seguros, minimamente processados, livre de aditivos sintéticos, com qualidade nutricional e sensorial. O queijo Minas Frescal é um dos queijos mais produzidos e consumidos no Brasil, devido ao seu sabor, e qualidade nutricional. No entanto, esse produto apresenta vida útil relativamente reduzida devido às suas características físico-químicas, além de apresentar grande susceptibilidade à contaminação e veiculação de agentes patogênicos como Listeria monocytogenes, Salmonella spp., Escherichia coli e Staphylococcus aureus. Considerando essa susceptibilidade, o revestimento de queijos surge como uma alternativa para reduzir a contaminação microbiana. Nanoemulsões produzidas com determinados óleos essenciais podem ser utilizadas em revestimentos comestíveis com o intuito de conferir características antimicrobianas, garantindo a oferta de alimentos mais seguros e com maior vida útil. O óleo essencial de pimenta rosa (Shinus terebinthifolius Raddi) tem sido reportado como tendo efeitos antioxidantes e antimicrobianos. A incorporação do óleo essencial de pimenta rosa em um revestimento comestível à base de nanoemulsão pode representar uma alternativa promissora na conservação de queijo Minas Frescal. Mediante o descrito, o objetivo desse trabalho é desenvolver um nanoemulsão à base de óleo essencial de pimenta rosa e alginato e aplicar como revestimento comestível em queijo Minas Frescal visando estender sua vida útil. Diferentes condições de processos para a obtenção da nanoemulsão serão avaliadas com intuito de escolher a nanoemulsão mais estável. Análises antimicrobianas “in vitro” do óleo essencial e da nanoemulsão mais estável serão realizadas. O efeito da aplicabilidade da nanoemulsão como revestimento comestível sobre o queijo Minas Frescal será analisado através de estabilidade microbiológica, textura instrumental, propriedades físico-químicas e sensoriais. Espera-se que a nanoemulsão à base de alginato e óleo essencial a ser desenvolvida apresente uma boa estabilidade e atividade antimicrobiana, possa ser utilizada em revestimento comestível e estenda a vida útil do queijo Minas Frescal.