Banca de DEFESA: TALITA KESIA DE ALMEIDA E SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TALITA KESIA DE ALMEIDA E SILVA
DATA : 21/02/2022
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/wer-fbty-rko
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DAS BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS E DE FABRICAÇÃO NA CADEIA PRODUTIVA DE HORTALIÇAS NA REGIÃO DO MÉDIO PARAÍBA/RJ EM DIFERENTES CULTIVOS: CONVENCIONAL, ORGÂNICO E HIDROPÔNICO


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Segurança dos Alimentos; BPA; BPF; Rastreabilidade.


PÁGINAS: 133
RESUMO:

Devido a crescente demanda por alimentos saudáveis, o consumo de hortaliças tende a aumentar. A região sudeste é a maior consumidora e produtora de hortaliças no Brasil, onde esses vegetais são cultivados de forma convencional, orgânica e hidropônica. Apesar dos vegetais frescos contribuírem na saúde do consumidor, é necessário verificar a segurança desses alimentos no âmbito físico, químico e microbiológico. A contaminação microbiológica em vegetais frescos é causada principalmente por Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Salmonella spp, que são propulsoras das Doenças Transmitidas por Alimentos. Já a contaminação química em hortaliças é provocada principalmente por resíduos de agrotóxicos e de fertilizantes nitrogenados. As contaminações podem ocorrer devido a negligências na aplicação das Boas Práticas Agrícolas e de Fabricação, compromentendo a segurança do produto final. É necessário atenta-se para as ferramentas de qualidade a fim de garantir a segurança das hortaliças frescas até o consumidor final, o qual pode monitorar a movimentação do alimento em a cadeia produtiva, desde a origem até a comercialização, por meio da rastreabilidade vegetal, a qual é uma ferramenta preconizada pela a ANVISA e o MAPA por meio da INC de número 02 de fevereiro de 2018. A rastreabilidade vegetal permite detectar possíveis contaminações no alimento, ocasionadas pelas não conformidades em relação as BPAs e/ou BPFs. Portanto, este trabalho busca diagnosticar as BPAs e BPFs na cadeia produtiva de hortaliças frescas convencionais, orgânicas e hidropônicas produzidas na região do Médio Paraíba/RJ. Para isso, foi realizado um estudo de caso do tipo descritivo, transversal e observacional, com abordagem quantitativa, com aplicação dos questionários in loco em 53 propriedades produtoras de hortaliças frescas e em 2 agroindústrias de vegetais minimamente processados que utilizam a matéria-prima local. Foral realizadas analises microbiológicas
para detecção de E. coli e Salmonela spp. em alface, Coliformes Termotolerantes em água de irrigação, Coliformes totais e E. coli em água de pecking house e Enterobactérias e Contagem total de aeróbios mesófilos em caixas de acondicionamento de hortaliças. A análise estatística aplicada foi a descritiva simples, com média percentual e desvio padrão efetuada no programa Microsoft Office Excel® versão 16 e para comparar o nível de conformidade das BPAs entre os diferentes cultivos foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis por meio do software JAMOVI®. As médias das pontuações de conformidades das propriedades receberam a classificação em 5 níveis, entre Muito Ruim e Muito Bom, e as Agrondústrias entre 3 niveis, entre Bom, Regular e Ruim, conforme a RDC de n° 275/2002 da Anvisa. O resultado apresentou níveis diferentes de conformidades com as BPAs nos cultivos, sendo o convencional com a menor pontuação
média 38,37, classificada como ruim. Já os cultvivos orgânicos, com classificação regular e hidropônicos, classificado como bom, obtiveram apontuação média em 59,15 e 64,45, respectivamente. A média geral de conformidades na produção primária da região estudada foi de 54% na região. Aspectos como, presença de animais na lavoura, não realização da gestão e falta de capacitação coloboraram com o índice de não conformidade. Em relação as Agroindútrias, a pontuação média de conformidade com as BPFs foi de 66,77, onde o quesito documentação foi o que maus contribuiu com o as não conformidades. Os aspectos higiênico-sanitários verificados nas listas de BPA e BPF colaboraram o desacordo com os padrões microbiológico dos alimentos, em relação a alface in natura convencional e minimamente processada. Em relação a água de irrigação, packing house e Agroindústria, somente o grupo de produtores hidropônicos apresentaram 100% de conformidade. Além disso, a higienização das caixas plásticas de acondicionamento de hortaliças é ineficaz, quando realizada, conforme os resultados nas análises microbiológica aplicada. Esse fator pode agravar o risco de disseminação do Covid-19 por meio de superfícies. Quanto a contaminação química, os cultivos convencionais e hidropônicos precisam de ações corretivas para minimizar os ricos de resíduo de agrotóxicos, os quais são verificados pelo sistema de rastrabilidade de vegetais, o qual não é aplicado de forma significativa pelos produtores rurais locais. Dessa forma, faz-se necessário ações educativas, além de fiscalização para garantia da segurança das hortaliças in natura e minimamente processadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1806986 - ELISA HELENA DA ROCHA FERREIRA
Externo ao Programa - 979.751.416-15 - EDUARDO HENRIQUE MIRANDA WALTER - NÃO INFORMADO
Externa à Instituição - CAROLINE CORRÊA DE SOUZA COELHO - UNIRIO
Notícia cadastrada em: 21/02/2022 13:56
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