AVALIAÇÃO DE DIFERENTES SANITIZANTES EM TOMATE
Palavras chaves: tomate; fitopatógenos; cloro; ozônio; dióxido de cloro.
O tomate é um dos vegetais que se destaca por ser consumido em todo o mundo, além de ser fonte de nutrientes, como vitaminas C e E, compostos fenólicos e carotenoides. É muito utilizado como matéria prima para produtos processados, como molhos, sucos, entre outros, mas também de forma in natura, em saladas e minimamente processados, por estar associado à prevenção do câncer. A respiração do fruto é afetada pela elevada temperatura das regiões tropicais, impactando em seu amadurecimento e deterioração, então é necessário submetê-lo a processos que preservem sua qualidade, como a pré-resfriação para reduzir seu calor e um tratamento que iniba o crescimento microbiano. O tomate está sujeito a uma elevada carga microbiana durante o seu desenvolvimento, que pode ser natural do produto ou devido ao às práticas agrícolas, o que implica tanto na presença de micro-organismos patogênicos e fitopatógenos. O hipoclorito é o produto mais utilizado na sanitização de vegetais, mas está associado à formação de produtos cancerígenos e ação ineficaz. Como alternativa, a ozonização é capaz de atuar sobre uma grande faixa de micro-organismos e não deixar resíduos, além de ser reconhecido pelo FDA como um tratamento seguro. Outro produto que vem sendo bastante utilizado pela indústria de alimentos é o dióxido de cloro, que é fortemente oxidante e não reage com a matéria orgânica. Esse trabalho tem como objetivo avaliar a ação dos saneantes citados no tratamento do tomate, para substituir a utilização do cloro. É esperado que eles tenham ação eficaz sobre os fitopatógenos inoculados, evitando doenças pós-colheitas nos tomates.