DESENVOLVIMENTO DE FILME COMESTÍVEL A PARTIR DE RESÍDUO AGROINDUSTRIAL DE MAÇÃ ADICIONADO DE MICRO-ORGANISMOS PROBIÓTICOS
Bagaço de maçã, Lactobacillus casei, Bibfobacterium, Imobilização, Viabilidade, Filmes Probióticos.
A biomassa residual das indústrias agroalimentares é um recurso rico em compostos bioativos e facilmente explorável, que pode ser utilizado para a produção de novos materiais, reduzindo o impacto ambiental e melhorando a sustentabilidade das produções. A quantidade de bagaço gerada durante a elaboração de sucos prensados de maçã alcança 35% do total de frutas processadas, fazendo-se necessária a atenção da indústria em relação ao seu descarte, uma vez que apresenta elevada perecibilidade. Devido à sua composição, o bagaço de maçã é uma das principais fontes de pectina comercial. Tal polissacarídeo é amplamente utilizado na indústria de alimentos como agente gelificante, estabilizante e espessante, além de apresentar capacidade de formar filmes. Atualmente, filmes comestíveis vêm se mostrando uma boa estratégia para a incorporação de micro-organismos probióticos e manutenção da sua viabilidade frente ao processamento do alimento e às condições do trato gastrointestinal. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo o desenvolvimento de um filme comestível a partir de bagaço de maçã com adição de micro-organismo probiótico. A composição do filme será determinada por meio de um planejamento experimental e será avaliada a sobrevivência das cepas testadas em filmes de diferentes formulações. Finalmente, serão realizadas a caracterização, análise sensorial e estudo da viabilidade do micro-organismo no trato gastrointestinal e durante o armazenamento em temperatura ambiente e sob refrigeração (4 ± 1°C) nos tempos 0, 15, 30, 45 e 60 dias para a formulação selecionada.