PROPRIEDADES PROBIÓTICAS DE LACTOBACILLI ISOLADOS DE ORIGEM HUMANA: CAPACIDADE DE ADESÃO E INIBIÇÃO DE PATÓGENO
lactobacillus, probióticos, adesão, mucosa, microbiota, Caco-2.
Uma microbiota intestinal equilibrada está associada a um estilo de vida saudável e o consumo de alimentos prebióticos e / ou alimentos que são fontes de microrganismos probióticos são importantes para atingir esse objetivo. Probióticos são microrganismos vivos que, quando ingeridos em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. A capacidade de aderir e colonizar o intestino e de inibição de patógenos representam requisitos essenciais para microrganismos serem considerados probióticos. Os lactobacilos fazem parte do grupo de bactérias ácido-lácticas (LAB), possuindo importantes propriedades tecnológicas e probióticas. O objetivo do estudo é avaliar as propriedades probióticas de cepas de Lactobacillus de origem humana por sua capacidade de adesão, colonização e inibição de patógeno. Foram utilizadas 4 cepas de L. paracasei, 3 cepas de L. rhamnosus e 2 cepas de L. fermentum. Avaliou-se a hidrofobicidade da superfície celular das cepas, sua capacidade de aderir às células epiteliais intestinais (células Caco-2) e sua capacidade de inibir o patógeno de origem alimentar Salmonella Typhimurium DTA 41 através dos mecanismos de competição, exclusão e desacoplamento. Apesar de apresentar baixo percentual de hidrofobicidade da superfície celular, todas as cepas apresentaram alta capacidade de adesão nas células Caco-2, não havendo diferença significativa entre as cepas isoladas e o probiótico comercial da Christian Hansen L. casei. Tanto as cepas isoladas quanto a comercial foram capazes de inibir os biofilmes de Salmonella, além de reduzir a adesão do patógeno nas células Caco-2. No entanto, a inibição através dos mecanismos de competição e exclusão é significativamente mais eficaz quando comparada à inibição por desacoplamento. Os resultados do estudo sugerem que as cepas isoladas possuem alta capacidade de adesão e inibição de patógeno, semelhantes às propriedades da cepa probiótica comercial. Outros testes in vitro e in vivo devem ser realizados para estabelecer as propriedades probióticas das cepas de Lactobacillus, além de compreender os mecanismos que as tornam capazes de aderir às células epiteliais intestinais e de inibir patógenos.