Banca de DEFESA: PRISCILA SOARES FERREIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PRISCILA SOARES FERREIRA
DATA : 30/09/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

Avaliação da associação do Sulfato de Magnésio à bupivacaína no bloqueio regional do quadrado lombar para ovariohisterectomia em cadelas


PALAVRAS-CHAVES:

analgesia, bloqueio regional, dor, adjuvante


PÁGINAS: 96
RESUMO:

O bloqueio do músculo quadrado lombar (QLB), proposto pela primeira vez por Blanco em 2007, é um método bem estabelecido em medicina e ainda em estudo na veterinária visando a analgesia intra operatória de cirurgias abdominais. Adicionalmente, ao administrar sulfato de magnésio ao anestésico local prolonga a duração da anestesia e melhora a qualidade da analgesia em pacientes humanos. Desta forma, o presente estudo prospectivo, randomizado, cego, teve como objetivo avaliar o efeito analgésico da bupivacaína sozinha ou em combinação com sulfato de magnésio (MgSO4) no bloqueio do quadrado lombar em cadelas submetidas a ovariohisterectomia. Quarenta e cinco cadelas foram sedadas com a associação de acepromazina (0,03 mg/kg) à meperidina (3 mg/kg), por via intramuscular. A indução e manutenção anestésica foi feita com propofol (dose-efeito) pela via intravenosa. As cadelas foram distribuídas em 3 tratamentos (n=15): O grupo QLB controle (GS) recebeu NaCl 0,9% 0,5 ml/kg/ponto; O grupo QLB bupivacaína (GB) recebeu 0,25 ml/kg de Bupivacaína a 0,5% + 0,25 ml/kg de NaCl 0,9% por ponto; Já o grupo QLB bupivacaína-magnésio (GM) recebeu 0,25 ml/kg Bupivacaína 0,5% + 0,25 ml/kg de MgSO4 10% por ponto. Durante a cirurgia a suplementação analgésica foi realizada com remifentanil de acordo com os parâmetros cardiovasculares (incremento de 20% na frequência cardíaca e/ou pressão arterial, em relação à mensuração no tempo de estabilização). As variáveis mensuradas foram: frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, temperatura, saturação periférica de oxihemoglobina, concentração de dióxido de carbono no ar expirado, requerimento de remifentanil, requerimento de propofol, tempo até o primeiro resgate analgésico, número de resgates com morfina, número de cadelas resgatadas, avaliação da dor por meio de escala analógica visual interativa (IVAS) e escala composta reduzida de Glasgow (GSMPS-SF) e grau de sedação. As análises estatísticas foram realizadas com o software GraphPad Prism versão 6.0 e o grau de significância estabelecido para cada teste de 5% (P<0,05). Os resultados não apontaram diferença entre os grupos para os escores de dor (IVAS e GSMPS-SF) e sedação entre os grupos (P>0,05). Entretanto para o escore GSMPS-SF quando comparado ao TB, o grupo GM foi o único a apresentar diferença significativa somente nos dois primeiros tempos avaliados, apenas em T0,5h e T1h. Em relação ao requerimento intra-operatório e pós-operatório de analgésico não houve diferença entre os grupos. Entretanto as cadelas do grupo GS (130 ± 60,8 minutos) necessitaram resgate com morfina mais rápido que o grupo GB (450 ± 75,5 minutos) (P<0,05). Com relação a frequência cardíaca, foi observada diferença significativa entre o grupo GS e o grupo GB na incisão de pele, tendo o grupo GS valor superior durante período transoperatório (P<0,05). Entretanto, a pressão arterial não acompanhou essa diferença entre os grupos. Sendo assim, a partir dos resultados encontrados, conclui-se que o tratamento com bupivacaína e bupivacaína e MgSO4 administrados no bloqueio do quadrado lombar não apresentaram resultados robustos que comprovem uma melhor analgesia durante o período intra-operatório e pós-operatório


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1674073 - BRUNO GUIMARAES MARINHO
Interno - 2318733 - DANIEL DE ALMEIDA BALTHAZAR
Externo ao Programa - 3000663 - DAVID DO CARMO MALVAR - UFRRJExterno à Instituição - RENATO LEÃO SÁ DE OLIVEIRA - UFV
Externa à Instituição - SUZANE LILIAN BEIER - UFMG
Notícia cadastrada em: 03/09/2025 08:55
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