Avaliação clínico-patológica em suínos diagnosticados com Senecavírus A no Sudeste do Brasil
suínos, patologia, vírus
A suinocultura brasileira tem apresentado grande destaque no cenário mundial e o Brasil encontra-se entre os quatro maiores exportadores de carne suína no mundo. Neste contexto, a emergência de doenças virais surge como um desafio a ser enfrentado para reduzir os impactos econômicos advindos das questões sanitárias. A doença vesicular dos suínos associada ao Senecavirus A causa perdas econômicas, deve ser considerada no diagnóstico diferencial da febre aftosa e é elencada nas ações do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PNEFA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os primeiros relatos dessa enfermidade datam de 2007, no Canadá e o primeiro diagnóstico no Brasil foi realizado em 2015, durante uma série de surtos ocorridos em diversos estados. Dentre os estudos já realizados, a caracterização do exame clínico e dos aspectos anatomopatológicos vêm sendo preteridos por enfoques nos aspectos genéticos do agente etiológico. Este estudo tem como objetivo descrever as alterações clínico-patológicas de suínos diagnosticados com Senecavírus A na região sudeste do Brasil. O projeto de pesquisa foi submetido à Comissão de Ética no Uso de Animais do Instituto de Veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CEUA/IV/UFRRJ) e aprovado. Os suínos alojados em granjas ou propriedades rurais na região do sudeste brasileiro, com sinais clínicos compatíveis com doença vesicular serão avaliados e será realizada colheita de material para exames virológico, hemograma, bioquímica e histopatológico. O material para exame virológico será encaminhado a um laboratório indicado pelo MAPA. Os exames de hemograma e bioquímica serão realizados no LABVET da UFRRJ. Os suínos pertencentes ao ciclo de terminação destino ao abate, terão fragmentos de diversos órgãos e tecidos colhidos e encaminhados para análise histopatológica no laboratório do setor de Anatomia Patológica da UFRRJ.