Banca de QUALIFICAÇÃO: MELISSA DE ARAUJO RODRIGUES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MELISSA DE ARAUJO RODRIGUES
DATA : 16/12/2024
HORA: 16:30
LOCAL: Google meet
TÍTULO:

BIÓPSIA POR CONGELAMENTO PARA AVALIAÇÃO DAS MARGENS CIRÚRGICAS EM SARCOMAS DE TECIDOS MOLES CANINO - ESTUDO RETROSPECTIVO (2021-2024)


PALAVRAS-CHAVES:

cão; histopatologia; neoplasia;, transcirúrgico


PÁGINAS: 25
RESUMO:

Sarcomas de tecidos moles são um grupo heterogêneo de neoplasias mesenquimais malignas, com origem em tecidos conjuntivos, que possuem comportamento clínico e achados histopatológicos semelhantes. Podem ter apresentação em diversos locais do corpo, porém pele e subcutâneo são os sítios mais comuns, representando 8 a 20 % das neoplasias que acometem este orgão. Uma das principais formas de tratamento para os sarcomas de tecidos moles é a remoção cirúrgica com amplas margens. No geral, sarcomas de tecidos moles são localmente infiltrativos e pouco metástaticos. Margens histológicas comprometidas são um dos principais fatores para a ocorrência de recidivas tumorais, o que contribui para a diminuição da qualidade de vida e sobrevida do paciente. A biópsia de congelamento é uma técnica na qual uma amostra de tecido é coletada durante a cirurgia e é rapidamente congelada para preservar a integridade celular e estrutural. A amostra é examinada no transcirúrgico para identificar se há a presença de células cancerígenas. Esse procedimento é especialmente útil em cirúrgias oncológicas, pois auxilia na tomada de decisões a respeito da remoção de tecido adicional ou não, principalmente nas exéreses de neoplasias. A biópsia de congelamento pode reduzir as chances de reoperação para o paciente e de recidiva tumoral, aumentando o sucesso terapêutico no primeiro procedimento cirúrgico. No Brasil, a biópsia por congelamento ainda não é amplamente utilizada nos centros de medicina veterinária. Desta forma, os objetivos deste trabalho foram empregar e registrar o número de biópsias por congelamento em cirurgias de sarcomas de tecidos moles cutâneos em cães, em casos ocorridos entre os anos de 2021 e 2024. Os dados referentes a 29 casos foram compilados e os seguintes fatores foram analisados: sexo, raça, idade, sítio de apresentação, número de tumores por paciente, grau histopatológico do sarcoma de tecidos moles, índice mitótico, status das margens ciúrgicas, subtipo de sarcoma mais suspeito de acordo com a morfologia ceular, ocorrência de recidiva local e se o paciente estava vivo ou veio a óbito durante o período do estudo. Os resultados preliminares advindos dos 29 cães quanto ao sexo, foram que 20 eram fêmeas e 9 eram machos. As idades variaram de 5 anos a 14 anos, sendo a média de idade de 9,3 anos. As raças caninas mais prevalentes foram os sem raça definida (SRD) com 41,3% (12/29) dos casos, seguido pelo Golden Retriever com 10,3% (3/29), Labrador com 6,8% (2/29), Spitz Alemão com 6,8% (2/29), Bulldog Francês com 6,8% (2/29) e por fim representando 3,4% (1/29) cada, estão as raças Galgo, Fox Paulistinha, Beagle, Rottweiler, Teckel, Poodle, Pastor Alemão e Shi Tzu. Em relação ao número de tumores apresentado por cada paciente, apenas um animal apresentou dois nódulos cutâneos, os outros 28 pacientes evoluíram com apresentação tumoral única. Os sítios anatômicos mais frequentemente acometidos foram os membros, sendo o membro tóracico direito o mais acometido. Outros sítios de apresentação observados foram: membro torácico esquerdo, membros pélvicos direito e esquerdo, abdômen, tórax, face, dorso e mama. Para os casos onde não havia registro exato do local anatômico de origem, foi utilizado apenas o termo ‘’pele’’. A graduação histopatológica dos sarcomas de tecidos moles foi definida em grau 1 para 58,6% (17/29) dos pacientes, grau 2 para 41,3% (12/29) e nenhum caso foi classificado como grau 3. O IM (Índice Mitótico)  variou de 1 figura de mitose à 20 figuras de mitose em CGA (Campo de Grande Aumento). Em alguns casos foi possível suspeitar, de acordo com a morfologia celular, do subtipo de sarcoma de tecidos moles, sendo o tumor da bainha perivascular a maior suspeita em 17,2% (5/29) dos casos, o segundo mais suspeito foi o sarcoma fusocelular com 13,7% (4/29), igualados em terceira posição estão o hemangiopericitoma e o tumor da bainha de nervo periférico com 6,8% (2/29) cada um e por último o mixosarcoma com 3,4% (1/29), em 51,7% (15/29) dos casos não foi possível tecer uma suspeita do subtipo tumoral somente através da morfologia celular. A avaliação das margens cirúrgicas no transcirúrgico resultou em 70,3% (19/29) de margens laterais e profundas livres, 7,4% (2/29) estreitas, 7,4% (2/29) comprometidas, 11,1% (3/29) parcialmente estreitas (margens laterais livres e profundas estreitas) e 3,7% (1/29) parcialmente comprometidas (margens laterais livres e profunda comprometida). Dos 29 cães participantes deste estudo, dois vieram à óbito por causas não relacionadas a doença oncológica, ambos não apresentaram sinais de recidiva tumoral local, um cão continua vivo e sem sinais clínicos relacionados ao histórico de sarcoma de tecidos moles. Os levantamentos sobre estes aspectos clínicos dos demais indivíduos estão em andamento. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2606155 - VIVIAN DE ASSUNCAO NOGUEIRA CARVALHO
Interno - 2929022 - SAULO ANDRADE CALDAS
Externa à Instituição - GABRIELA DE CARVALHO CID - UFRRJ
Externa à Instituição - MARIANA CORREIA OLIVEIRA - UES
Notícia cadastrada em: 25/11/2024 13:43
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