Banca de DEFESA: NATHALIA DA CONCEICAO LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATHALIA DA CONCEICAO LIMA
DATA : 24/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 54 - Instituto de Veterinária
TÍTULO:

 AVALIAÇÃO DE DOSE ALTERNATIVA DE IVERMECTINA NO PROTOCOLO SLOWKILL PARA O TRATAMENTO DE CÃES NATURALMENTE INFECTADOS POR Dirofilaria immitis

 


PALAVRAS-CHAVES:

dirofilariose, caninos, helmintos, slow-kill.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

Dirofilaria immitis (Leidy & J., 1856) é um nematoide cujo habitat principal são as artérias pulmonares e as câmaras cardíacas direitas de canídeos, sendo agente etiológico de sinais clínicos como tosse e dispneia, geralmente associados à doença do parênquima pulmonar. Todos os indivíduos da espécie D. immitis dependem de bactérias do gênero Wolbachia para a manutenção de suas funções vitais. O tratamento adulticida alternativo recomendado baseia-se na associação de doxiciclina em doses elevadas (10 mg/kg/BID por 28 dias) com lactonas macrocíclicas do grupo das milbemicinas, caracterizando o protocolo slow kill. Com o objetivo de avaliar a eficácia e a segurança de um protocolo adulticida viável e de menor custo, propôs-se a associação de doxiciclina na dose recomendada (10 mg/kg/BID por 28 dias) com uma lactona macrocíclica do grupo das avermectinas (ivermectina) em dose elevada (100 µg/kg/mês). Foram incluídos 39 cães naturalmente infectados por D. immitis, provenientes dos municípios de Seropédica, Praia Seca e Maricá, sendo 21 machos e 18 fêmeas. Quatro animais foram excluídos do estudo por motivos diversos, incluindo um caso de reação gastrointestinal atribuída à doxiciclina. Os demais 35 cães foram acompanhados por até 24 meses (540 dias) ou até a obtenção de dois testes de antígeno negativos com intervalo de seis meses. Ao final do período de acompanhamento, todos os animais monitorados tornaram-se amicrofilarêmicos, e 16/35 apresentaram negativação da antigenemia até 540 dias de tratamento. Durante o acompanhamento, foram realizados exames hematológicos e de bioquímica hepática, sendo a eosinofilia o achado laboratorial mais frequente. Os valores de alanina aminotransferase (ALT) não apresentaram alterações significativas durante o protocolo terapêutico. Os resultados indicam que o esquema terapêutico adotado apresentou boa tolerabilidade, sem a ocorrência de efeitos adversos clínicos graves, e demonstrou eficácia na eliminação progressiva dos parasitos adultos em uma parcela significativa dos cães avaliados, de forma segura. Dessa forma, o protocolo proposto configura-se como uma alternativa viável para o tratamento da dirofilariose canina, especialmente em situações nas quais os protocolos adulticidas convencionais não são indicados ou não estão disponíveis. Ressalta-se, entretanto, a necessidade de um período de acompanhamento mais prolongado para os animais que permanecem em tratamento, a fim de avaliar a negativação parasitológica completa e caracterizar de forma mais precisa o tempo total requerido para a cura.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1120060 - ALEXANDRE JOSE RODRIGUES BENDAS
Interno - 1151827 - BRUNO RICARDO SOARES ALBERIGI DA SILVA
Interna - 2572430 - CRISTIANE DIVAN BALDANI
Externo à Instituição - FLAVYA MENDES DE ALMEIDA - UFF
Externa à Instituição - NORMA VOLLMER LABARTHE - FIOCRUZ
Notícia cadastrada em: 05/02/2026 09:23
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node2.ufrrj.br.producao2i1