Membrana amniótica congelada e desidratada seu uso em feridas cutâneas de equinos
Membrana amniotica, celulas tronco, feridas de extermidade
Devido a certas particularidades do equino, um animal que responde ao perigo com um instinto de luta e fuga,
este está predisposto a lesões cutâneas extensas. A grande maioria dos cavalos está destinado à vida atlética
e a reparação tecidual defeituosa representa um peso econômico significativo na indústria, sendo reportado 7%
de animais aposentados devido a lesões resultantes de feridas. O tratamento clássico consiste de debridamento
cirúrgico, medicação tópica e bandagem, porém características como a genética, a resposta inflamatória, suprimento
de sangue e oxigênio, síntese, crescimento e fenótipo de fibroblastos, entre outros, tornam o manejo de feridas
um grande desafio, principalmente nos membros inferiores. (Theoret 2008)
A membrana amniótica é um dos biomateriais mais antigos utilizados recuperação de tecidos. Seu uso foi primeiramente
documentado por Davis em 1910, quando foi empregado em transplantes de pele. Desde então, esta ganhou
importância devido à sua capacidade de reduzir cicatrizes e inflamação, melhorando a cicatrização de feridas e
auxiliando a proliferação e diferenciação celular como resultado das suas propriedades antimicrobianas. Além disso,
é um biomaterial que pode ser facilmente obtido, processado e transportado. (Niknejad 2008)
O emprego deste material na medicina veterinária já vem apresentando bons resultados como comprovado
na oftalmologia equina por Plummer (2009), em gatos por Barachetti (2010) e a membrana equina já foi utilizada
em cães com bons resultados conforme relatado por Fahie e Shettko (2007).
Sendo assim, novos métodos de manejo de lesões se fazem necessários para auxiliar o profissional médico
veterinário. O uso da membrana amniótica será proposto como método de auxílio e modulação das feridas,
avaliando-a frente às técnicas mais aplicadas.