Banca de QUALIFICAÇÃO: LUMARA RAELI LIGEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUMARA RAELI LIGEIRO
DATA : 30/04/2020
HORA: 09:00
LOCAL: IV
TÍTULO:

FATORES DE RISCO DA SENSIBILIDADE A SONS EM CÃES DA RAÇA BORDER COLLIE


PALAVRAS-CHAVES:

Border Collie, reatividade a som, estresse sonoro, cortisol, raça de cão


PÁGINAS: 30
RESUMO:

Cães são particularmente sensíveis a sons, e podem ser considerados cães fóbicos a sons aqueles que exibem uma resposta extrema, profunda e não graduada ao ruído. Alguns cães continuamente apresentam diferentes graus desta resposta de medo quando expostos a ruídos específicos, como sons de trovão e fogos de artifício, mas não apresentam esta resposta máxima de fobia, e são classificados reativos ou sensíveis a sons. A sensibilidade ou reatividade a sons em cães é uma condição muito frequente, e está associada a fatores individuais variáveis e a crescente exposição a fatores de risco. Neste sentido, apesar de todas as raças serem acometidas, cães de pastoreio, como os Border Collies parecem ter uma maior predisposição a sensibilidade a sons. Como qualquer outro distúrbio, a intensidade da sensibilidade é resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais. Desta forma, o presente estudo visa estudar os fatores de risco da sensibilidade a sons numa população de cães da raça border collie com diferentes graus de parentesco, sensíveis ou não a sons. Serão utilizados 50 cães da raça border collie, sensíveis ou não a sons, sem distinção de sexo, idade variando de 8 meses a 8 anos, com diferentes graus de parentesco provenientes de criadores do estado do Rio de Janeiro. Inicialmente os tutores responderam a um questionário sobre os fatores de risco onde serão abordados a qualidade da relação tutor-cão; reações comportamentais de medo em situações de exposição a sons; transtornos comportamentais concomitantes; a idade de início do medo e os possíveis eventos desencadeadores. Também será investigada a origem dos animais procurando alguma relação de parentesco entre eles, onde será calculado o coeficiente de parentesco destes animais. Para o diagnóstico da sensibilidade ao sons, além do questionário respondido pelo tutor, os animais serão submetidos ao teste de reatividade ao som realizado na casa do tutor. Neste teste, uma gravação de sons gerais, de fogos de artificio e trovão em volume crescente são apresentados a cada cão individualmente. Se o cão reagir ao som com sinais de distresse, o som é interrompido e o cão é considerado reativo ao sons. Durante os testes, faixas cardíacas serão colocadas nos animais para aquisição de intervalos cardíacos para análise da variabilidade da frequência cardíaca para mensuração da atividade autonômica. Amostras de sangue serão coletadas antes e 30 minutos apos ao teste de reatividade ao som para avaliação do cortisol e de um possível teste genético. Os dados da reatividade ao som, do questionário sobre fatores de risco e dos níveis de cortisol serão correlacionados com o grau de parentesco dos animais.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 387386 - MARTA FERNANDA ALBUQUERQUE DA SILVA
Externo ao Programa - 1519567 - FABIO FAGUNDES DA ROCHA
Externo ao Programa - 387295 - LUIS CARLOS REIS
Notícia cadastrada em: 21/04/2020 17:39
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