TÉCNICA ALTERNATIVA PARA OVARIOSSALPINGOHISTERECTOMIA - ASPECTOS DE EXECUÇÃO DA TÉCNICA E DA PRODUÇÃO DE ESTÍMULO ÁLGICO
OSH, cadela, gata
Neste estudo foi avaliada uma técnica de ovariossalpingohisterectomia (OSH) alternativa denominada aqui de OSH Invertida. A existência desta técnica foi informada pelo professor João Guilherme Padilha que observou sua execução durante a realização de seu pós-doutorado em Viena (Áustria). A versão modificada da técnica de castração habitual era executada com freqüência na rotina da médica veterinária Ingrid Kasper. Nesta técnica a cirurgia se inicia, após a celiotomia, pela hemostasia e transecção do corpo do útero e somente uma pinça hemostática é posicionada caudal aos ovários no momento da hemostasia. Acredita-se que a OSH Invertida seja uma técnica operatória mais segura quando comparada à tradicional por facilitar a exposição e manipulação (tração) ovariana, reduzir a manipulação visceral, diminuir o tempo cirúrgico e reduzir o estímulo doloroso. O objetivo deste estudo é analisar aspectos de execução da técnica de ovariossalpingohisterectomia Invertida nas espécies canina e felina, como mobilização e manipulação visceral, acesso aos ovários e pedículo ovariano e o tempo cirúrgico, em comparação com a técnica iniciada pela hemostasia dos vasos ovarianos. O projeto foi executado com 48 animais, 24 cadelas e 24 gatas, oriundos do Programa de Controle de Natalidade de Cães e Gatos da UFRRJ. Em metade dos pacientes de cada espécie foi realizada OSH Invertida e na outra metade OSH tradicional para comparação da manipulação visceral durante a técnica, avaliação de dor transoperatória, tração ovariana e facilidade em manipular os ovários. durante seis horas.