Banca de DEFESA: AGATHA FERREIRA XAVIER DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : AGATHA FERREIRA XAVIER DE OLIVEIRA
DATA : 29/11/2021
HORA: 09:00
LOCAL: webconferência
TÍTULO:

Pesquisa de infecções por Agentes Anaplasmataceae, Piroplasmas e Hemoplasmas em gambás-de-orelha-preta (Didelphis aurita) da região metropolitana do Rio de Janeiro


PALAVRAS-CHAVES:

Hemoparasitoses, marsupial, medula óssea.


PÁGINAS: 30
RESUMO:

A ocorrência de hemoparasitoses em marsupiais é mundialmente descrita em países como o Brasil, Austrália, Estados Unidos, China, entre outros. Apesar disto, são escassas as investigações em gambás-de-orelha-preta (Didelphis aurita). Objetivou-se com este estudo pesquisar a presença de hemoparasitas pertencentes à família Anaplasmataceae, Piroplasmas e também Hemoplasmas em sangue periférico e de medula óssea, bem como a existência de co-infecções em Didelphis aurita oriundos da região metropolitana do Rio de Janeiro. Um total de 15 gambás-de-orelha-preta foram recebidos no Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS RJ e no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres – CRAS RJ. Mediante contenção apropriada, os animais foram avaliados clinicamente e inspecionados quanto à presença de ectoparasitos. Além disto, amostras de sangue periférico foram colhidas através de venopunção da veia da cauda e transferidas para tubos contendo o anticoagulante EDTA, para se realizar o hemograma. A coleta de medula óssea foi realizada após sedação, em apenas dez dos quinze animais devido ao escore corporal adequado que estes possuíam. Para se evitar resultados falso-negativos, todas as amostras foram submetidas à análise molecular prévia para detecção dos genes endógenos gapdh e IRBP. As detecções de DNA de Agentes Anaplasmataceae e Mycoplasma spp. foram baseadas no gene 16S rRNA e Piroplasmas no gene 18S rRNA. Todas as amostras de sangue total e medula óssea testadas foram negativas para Agentes Anasplasmataceae. Vinte porcento (3/15) dos animais foram positivos para Mycoplasma spp. apenas nas amostras de sangue total, e destes, 66,6% (2/3) apresentavam comorbidades inflamatórias. Para a ordem Piroplasmida, 33,3% (5/15) dos animais foram positivos em amostras de sangue total e também medula óssea e 80% (4/5) apresentavam comorbidades. Um dos animais positivos para Piroplasma apresentava mucosa ictérica e diminuição do valor de hemoglobina corpuscular média e outro animal apresentou anemia (hematócrito de 23,5%) e diminuição do valor da proteína plasmática (5g/dl). 13,33% (2/15) dos gambás foram co-infectados por Piroplasmas e Hemoplasmas em amostras de sangue total, e apenas um apresentava comorbidade. Os dados deste estudo indicam a existência de infecções por hemoparasitas de importância em Didelphis auritaprovenientes da região metropolitana do Rio de Janeiro, o que reforça a necessidade de novos estudos epidemiológicos que esclareçam a participação destes animais na ocorrência destas doenças nos animais domésticos e seres humanos.


 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2572430 - CRISTIANE DIVAN BALDANI
Interno - 2318733 - DANIEL DE ALMEIDA BALTHAZAR
Externa ao Programa - 3103478 - MARISTELA PECKLE PEIXOTO
Externa à Instituição - ANDRESA GUIMARÃES - UFRRJ
Externo à Instituição - MARCOS ROGERIO ANDRE - UNESP
Notícia cadastrada em: 22/11/2021 10:37
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node2.ufrrj.br.producao2i1