ATIVIDADES ANTINOCICEPTIVA E ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO DE SEMENTES DE Bixa Orellana. L EM CAMUNDONGOS
Palavras-Chave: Fitoterápico, Analgesia, Dor, Inflamação.
A dor é uma sensação extremante importante, pois permite a consciência de que a integridade do organismo está sendo ameaçada (FERREIRA et al., 2010). Entretanto, pode trazer consigo consequências desagradáveis como sofrimento, estresse, prejuízos nas relações sociais e econômicas, motivo pelo qual deve ser rápida e efetivamente controlada e tratada (BRENNAN et al., 2007). Deste modo, torna-se notável a necessidade de buscar medidas alternativas no desenvolvimento de medicamentos para o controle da dor. Alguns dos fármacos analgésicos, como os opioides e anti-inflamatórios não esteroidais, têm suas origens em produtos naturais que foram utilizados por milhares de anos ao longo do desenvolvimento da humanidade. Entretanto, atualmente muitas destas plantas são comercializadas como se fossem extremamente seguras para o consumo, por se tratar de uma fonte natural. Mas, enquanto pesquisas científicas não são desenvolvidas, o potencial farmacológico destes produtos é, ainda, questionado, podendo não existir ou ainda prejudicar o indivíduo que faz uso (VEIGA JR e PINTO; 2005). No Brasil, as sementes, folhas e raízes de Bixa orellana (Urucum) foram utilizadas popularmente como medicamento afrodisíaco, bem como remédio para tratar febres, condições inflamatórias e doenças parasitárias (DI STASI et al., 1989; PAUMGARTTEN et al., 2002). Sendo assim, o objetivo deste trabalho é avaliar a atividade antinociceptiva e antiinflamatória de extratos de semente de Bixa orellana (Urucum). Os objetivos específicos são: avaliar a ação antinociceptiva dos extratos sob condições de dor aguda; avaliar a atividade antiinflamatória dos extratos sob condições de inflamação aguda; elucidar os mecanismos responsáveis pelas suas atividades antinociceptiva e antiinflamatória; avaliar a possibilidade de interferência da performance motora sobre o efeito antinociceptivo demonstrado pelos extratos; e, por fim, avaliar a toxicidade aguda dos extratos.