DIAGNÓSTICO DAS RETROVIROSES EM GATOS DE ABRIGO:MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E QUANTIFICAÇÃO DE DNA PRÓ-VIRAL DO FELV
gato, retrovirus, abrigo , PCR
Um total de 115 gatos foram incluídos no estudo. Destes 65 (56,52%) eram fêmeas e 50 (43,48%) machos. E quanto ao estado reprodutivo 101/115(87,83%) eram castrados e apenas 14/115 (12,17%) inteiros. Na distribuição do estágio de vida, tiveram gatos em todas as quatro faixas etárias. Trinta e quatro gatos (29,57%) estavam entre 0 e 1 ano, 59 (51,3%) entre 1 e 6 anos, 19 gatos (16,52%) entre 7 e 10 anos e somente 3 gatos (2,61%) acima de 11 anos de idade. Na avaliação do escore corporal 46,08 (53/115) dos gatos apresentavam o peso ideal, 6,96% (8/115) estavam abaixo do peso ideal e 46,95% (54/115) acima do peso ideal. No teste de triagem 46,96% (54/115), menos da metade dos animais, eram negativos para os dois retrovírus. E o resultado positivo para o vírus da leucemia foi de 18,26% (21/115) e para o vírus da imunodeficiência de 56,52% (65/115). Já os gatos co-infectados para ambos os retrovírus representaram o valor total de apenas 8,7% (10/115). Não foi encontrada associação quanto ao sexo e escore corporal entre os grupos de gatos divididos quanto ao status de retroviroses pelo teste de triagem. No entanto, o teste de Exato de Fisher revelou o valor de p < 0,001, e demonstrou que o número de gatos castrados são significativamente maior em todos os grupos que número de gatos inteiros. Na análise da faixa etária, os gatos com até 1 ano de idade e resultado negativo para o FIV e o FeLV foi significativamente maior que nos gatos positivos para o retrovírus da Imunodeficiência felina pelo teste de Kruskall-Wallis com valor de p< 0,001).