DIFERENÇA NA HEMODINÂMICA UTERINA DE ÉGUAS COM ENDOMETRITE CLÍNICA, SUBCLÍNICA E SEM ENDOMETRITE
Ultrassom, Doppler, infecção uterina, equinos, diagnóstico.
A endometrite equina é considerada a terceira principal doença da espécie e a causa das maiores perdas econômicas na reprodução equina por falhas gestacionais precoce. No entanto, não há relatos que descrevam e avaliem a aplicação da ultrassonografia Doppler modo Power Flow e espectral no diagnóstico da endometrite e nem da formação de um padrão de vascularização dos segmentos uterinos quando avaliadas éguas com ou sem endometrite. Com isso, o objetivo geral do projeto é formar um padrão na diferenciação da hemodinâmica uterina das éguas com ou sem endometrite. O projeto foi realizado no setor de equinocultura da UFRRJ. Foram utilizadas 45 éguas separadas em três grupos: G1 – grupo de éguas sem endometrite (n:16 animais); G2 – grupo de éguas com endometrite subclínica (n:15 animais); G3 – grupo de éguas com endometrite clínica (n:14 animais). No experimento 1 foi realizada uma avaliação das éguas (histórico reprodutivo e ultrassonográfico). Em seguida foi feito um acompanhamento do ciclo estral até ser observado folículo pré-ovulatório. A partir disso foi coleta de amostras para exame citológico, cultura fúngica e bacteriana. Com a indução e detecção da ovulação, as éguas foram acompanhadas pela ultrassonografia (US) transretal modo B e US Doppler modo Power Flow dos segmentos uterinos e US Doppler modo espectral dos ramos dorsais esquerdo e direito da artéria uterina. Esses exames foram realizados todos os dias até a próxima ovulação para avaliação de um ciclo estral completo. Após a segunda ovulação foi realizado a coleta de um fragmento de endométrio para realização da biópsia endometrial. O experimento 2 será realizado para aferição da técnica onde serão avaliadas éguas sem conhecimento prévio do histórico reprodutivo informando um diagnóstico sugestivo ou não de endometrite. Baseados nos resultados preliminares observamos que os grupos que apresentam a maior quantidade de éguas com endometrite são os grupos com ≤8 anos e ≥14 anos e que em sua maioria essas éguas pertence a categoria reprodutiva das receptoras. Pode ser confirmada a proporcionalidade entre as variáveis índice de pulsatilidade (PI) e índice de resistividade (RI), porém quando são analisadas em conjunto PI supre o sinergismo de RI que passa a se tornar não significativo. E um outro dado observado foi a proporcionalidade entre PI e RI e o aumento do número de éguas no grupo endometrite que vai contrário ao efeito biológico de perfusão vascular. Deste modo, por enquanto podemos concluir que as avaliações baseadas na US Doppler não poderiam ser usadas como parâmetro para o diagnóstico complementar de endometrite.