Banca de QUALIFICAÇÃO: BARTOLOMEU BENEDITO NEVES DOS SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BARTOLOMEU BENEDITO NEVES DOS SANTOS
DATA : 19/02/2024
HORA: 09:00
LOCAL: Anfiteatro do Anexo I do Instituto de Veterinária
TÍTULO:

Avaliação da Imunodetecção da Cadeia α do Receptor de Interleucina-3 (CD123) em Mastocitomas Cutâneos Caninos de Baixo e Alto Grau



PALAVRAS-CHAVES:

imuno-histoquímica, prognóstico, c-Kit, padronização, câncer.


PÁGINAS: 55
RESUMO:

O mastocitoma cutâneo canino (MCC) é uma das neoplasias mais frequentes em cães e seu prognóstico é muito variável. Apesar de existirem métodos de graduação histológica, marcadores imunohistoquímicos e análises moleculares para auxiliar no prognóstico da maioria dos casos, não há nenhum meio de se prever o comportamento de todos os casos de MCCs, sobretudo aqueles mais frequentes, os Grau II Patnaik/Baixo Grau Kiupel. Além disso, os principais métodos complementares de imunohistoquímica prognóstica para MCCs sofrem com a variedade de metodologias empregadas na literatura e consequentemente com  falta de padronização e consenso sobre essas metodologias. A cadeia α do receptor de interleucina 3 (CD123) vem sendo estudada na medicina humana como marcador diagnóstico para neoplasias hematolinfoides e é imunodetectada em mastocitoses humanas agressivas, sendo apontado como fator prognóstico em alguns estudos. Esse marcador ainda vem sendo extensivamente testado em diversos experimentos como alvo terapêutico para neoplasias humanas, sobretudo leucemias refratárias/recidivantes e neoplasias de células dendríticas plasmocitoides blásticas. Apesar do aparente grande potencial desse biomarcador na medicina humana, na medicina veterinária ele ainda não havia sido reportado em estudos que demonstrassem claramente a sua detecção em amostras caninas. Essa pesquisa, a partir de uma amostragem de 63 MCCs (30 de baixo grau e 33 de alto grau) demonstrou que 57,1% (36/63) dos casos foram imunocorados com CD123, sendo 36,1% (13/30) dos casos de baixo grau e 63,9% (23/33) dos casos de alto grau positivos. Além disso, analisamos a intensidade da imunomarcação nos casos positivos em três níveis (fraca, moderada e forte). A imunomarcação dos MCCs com CD123 foi positivamente relacionada com o alto Grau de Kiupel (p = 0,034) e, a intensidade da imunomarcação apresentou relação positiva para intensidade forte em MCCs de alto grau Kiupel (p = 0,032). Anteriormente a esse resultado demonstramos uma metodologia extensa de padronização deste anticorpo, desde a verificação de reação de um anticorpo anti-CD123 monoclonal versus policlonal com diferentes sistemas de detecção e comparação com o padrão de marcação em controles humanos. Também investigamos a imunodetecção do CD123 em diversos tecidos caninos não neoplásicos como: instestinos, estômago, pâncreas rim, fígado, pulmão, baço, linfonodo, tonsila palatina, sistema nervoso central, adrenal, glândula mamária e salivar, além de amostras neoplásicas em TMA composto por cores de 2mm de espécimes de plasmocitomas cutâneos, histiocitomas cutâneos, sarcomas histiocíticos e linfomas caninos. Por fim, demonstramos que o método de detecção imunohistoquímico por polímero de duas etapas pode interferir no padrão de marcação do KIT em MCCs, em que casos imunomarcados como padrão KIT I no método de detecção por polímero em reação de uma etapa, se mostraram como um padrão KIT III no método de detecção por polímeros de duas etapas, o que infere grande mudança na interpretação do prognóstico dependente dessa técnica.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 6387102 - MARILENE DE FARIAS BRITO QUEIROZ
Interna - 3247698 - TICIANA DO NASCIMENTO FRANCA
Interna - 2606155 - VIVIAN DE ASSUNCAO NOGUEIRA CARVALHO
Externa à Instituição - VALIRIA CERQUEIRA DUARTE - UFPA
Notícia cadastrada em: 07/02/2024 10:54
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