Banca de DEFESA: CAMILA SILVA COSTA FERREIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAMILA SILVA COSTA FERREIRA
DATA : 28/02/2024
HORA: 08:00
LOCAL: Area de Reprodução Animal (SFRIA)
TÍTULO:

HEMODINÂMICA UTERINA DE ÉGUAS COM ENDOMETRITE


PALAVRAS-CHAVES:

Diagnóstico, Patologia uterina, Ultrassonografia Doppler


PÁGINAS: 86
RESUMO:

A endometrite equina é considerada a terceira principal doença da espécie e a causa das maiores perdas econômicas na reprodução equina por falhas gestacionais precoce. No entanto, não há relatos que descrevam e avaliem a aplicação da ultrassonografia Doppler modo Powerflow e espectral no diagnóstico da endometrite e nem da formação de um padrão de vascularização dos segmentos uterinos quando avaliadas éguas com ou sem endometrite. Com isso, objetivo deste estudo foi caracterizar a hemodinâmica uterina das éguas com endometrite. O projeto foi realizado no setor de equinocultura da UFRRJ. Foram utilizadas 45 éguas separadas em três grupos: GC – grupo controle (éguas sem endometrite - n:16 animais); GES – grupo de éguas com endometrite subclínica (n:15 animais); GEC – grupo de éguas com endometrite clínica (n:14 animais). De início foi realizada uma avaliação das éguas e acompanhamento do ciclo estral até ser observado folículo pré-ovulatório. A partir disso foi coletado amostras para exame citológico, cultura fúngica e bacteriana. Com a indução e detecção da ovulação, as éguas foram acompanhadas pela ultrassonografia (US) transretal modo B e US Doppler modo Powerflow dos segmentos uterinos e US Doppler modo espectral dos ramos dorsais esquerdo e direito da artéria uterina. Esses exames foram realizados todos os dias até a próxima ovulação para avaliação de um ciclo estral completo. Após a próxima ovulação foi realizado a coleta de um fragmento de endométrio para realização da biópsia endometrial. Baseados nos resultados observamos que os grupos que apresentam a maior quantidade de éguas com endometrite são os grupos com ≤8 anos e ≥14 anos. Pode ser confirmada a proporcionalidade entre as variáveis índice de pulsatilidade (PI) e índice de resistividade (RI), porém quando são analisadas em conjunto PI supre o sinergismo de RI que passa a se tornar não significativo. E um outro dado observado foi a proporcionalidade entre PI e RI e o aumento do número de éguas no grupo endometrite. Percebeu-se que tanto AUPI quanto AURI apresentaram diferença estatística do grupo controle em relação aos grupos endometrite subclínica e endometrite clínica. Já a avaliação subjetiva demonstrou diferença do grupo endometrite clínica com os grupos controle e endometrite subclínica (P≤0,05). Pode-se notar também que AUPI apresentou diferença estatística entre o grupo ≤ 8 anos e o 9-13 anos. Em relação a variável AURI notou-se diferença estatística do grupo ≤ 8 anos em relação aos grupos 9-13 anos e ≥ 14 anos. Tanto dentro da avaliação subjetiva como dentro da avaliação objetiva para quantidade e intensidade de pixels observou-se diferença estatística entre os diferentes grupos de idade das éguas (P≤0,05). Deste modo, conclui-se que os PI e RI podem ser utilizados como diagnóstico complementar na identificação de éguas com endometrite. E que a avaliação subjetiva, por si só, não se demonstrou uma boa ferramenta para diferenciação de éguas com e sem endometrite.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2202309 - JULIO CESAR FERRAZ JACOB
Interno - 387015 - FERNANDO QUEIROZ DE ALMEIDA
Interno - 1548043 - MARCO ROBERTO BOURG DE MELLO
Externo ao Programa - 2142739 - RODRIGO VASCONCELOS DE OLIVEIRA - UFRRJExterno à Instituição - LUCIANO ANDRADE SILVA - USP
Externo à Instituição - JOSE ANTONIO SILVA RIBAS
Externo à Instituição - JAIR CAMERGO FERREIRA - UNESP
Externo à Instituição - GUSTAVO FERRER CARNEIRO - UFRPE
Externo à Instituição - ANDRE LUIS RIOS RODRIGUES - UNESP
Notícia cadastrada em: 23/02/2024 09:29
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