Avaliação imuno-histoquimica de células CD123+ em linfonodos de espécies animais
CD123, células dendríticas plasmocitoides, patologia
As células dendríticas plasmocitoides (pDCs) representam um subgrupo de células dendríticas presentes no sangue periférico e em órgãos linfoides. Estas células são identificadas pela alta expressão do receptor da cadeia α da interleucina-3 (IL-3Rα) e produzem grandes quantidades de interferon tipo-I (IFN-I), mediando a resposta imune. Na imunohistoquímica, o marcador utilizado para a detecção deste tipo celular é o anticorpo anti-CD123. As células dendríticas plasmocitoides se tornaram alvo de estudos na medicina humana para o diagnóstico e desenvolvimento de terapias anti tumorais de neoplasias de origem hematológica, processos inflamatórios e doenças autoimunes, e na medicina veterinária, pouco se sabe sobre a existência das células dendríticas plasmocitoides e sua distribuição em tecido linfoide normal. Em cães, há apenas um trabalho que utilizou o anticorpo anti-CD123 para imunomarcação de pDCs em tumores mamários de cadelas, associando a sua presença com um pior prognóstico tumoral. Desta forma, esse estudo pretende verificar se este marcador é eficiente para detecção de células CD123+ em linfonodos de cães, gatos, bovinos e equinos e, se nestas espécies, a distribuição é similar à observada em humanos. Realizou-se exame imunohistoquímico com anticorpo anti-CD123 monoclonal e policlonal em 10 amostras das espécies bovina, felina e canina, e 5 amostras da espécie equina. Os resultados obtidos com anticorpo monoclonal não foram satisfatórios nos linfonodos animais. Já com anticorpo policlonal, células CD123+ foram evidenciadas agrupadas em clusters ou individualizadas de forma predominante no paracórtex de praticamente todas as amostras de caninos (10/10) e bovinos (8/10). Em felinos os resultados foram negativos em todos os linfonodos e em equinos os resultados foram desconsiderados pela presença de hemossiderina. Concluiu-se que o CD123 é um marcador válido para uso em animais, e que estas células, assim como em humanos distribuem-se mais frequentemente na região paracortical do linfonodo.