Aspectos Clínicos Epidemiológicos Das Neoplasias Da Cavidade Oral De Caninos E Avaliação De Diferentes Protocolos No Tratamento Do Melanoma Oral
Neoplasmas, Diagnóstico, Ocorrência
SILVA, Michel Alves. Aspectos Clínicos Epidemiológicos Das Neoplasias Da Cavidade Oral De Caninos E Avaliação De Diferentes Protocolos No Tratamento Do Melanoma Oral 2018. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária, Ciências Clínicas). Instituto de Veterinária, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2018.
Os objetivos deste trabalho foram apresentar os aspectos clínicos epidemiológicos dos cães atendidos com neoplasias na cavidade oral no setor de oncologia do Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro entre os anos de 2011 e 2017 por meio de um estudo retropectivo de todos os prontuários do setor, e uma avaliação multicêntrica de diversos tratamentos em que 63 cães, diagnosticados com melanoma na cavidade oral entre 2012 e 2016, foram submetidos, analisando as informações obtidas como idade, raça, sexo, tamanho da neoplasia, estadiamento tumoral, evolução clínica, para estabelecer um protocolo terapêutico que seja mais adequado para o tratamento desta neoplasia. As neoplasias que acometem a cavidade oral dos cães são bastante heterogêneas. Aquelas que possuem características de malignidade tem o prognóstico desfavorável pela biologia tumoral e pela dificuldade de se estabelecer margem de segurança cirúrgica sem perda da função e/ou com resultado cosmético aceitável pelos proprietários dos animais. Os dados epidemiológicos são importantes para se traçar um perfil da população acometida e estabelecer uma estratégia de tratamento precoce para os cães que se enquadram na faixa de risco, buscando a cura ou proporcionar qualidade de vida quando o prognóstico for reservado. O melanoma na cavidade oral é uma neoplasia extremamente agressiva, objeto de estudos nos mais diversos países, e que ainda não tem protocolo estabelecido de tratamento. O cão serve de modelo animal espontâneo deste neoplasma no ser humano. O dados epidemiológicos extraídos dos arquivos evidenciaram que dos 2832 casos de neoplasias atendidos no setor de oncologia em um intervalo de 7 anos (2011 à 2017), as neoplasias da cavidade oral acometeram 176 animais (6,21%). Os cães sem raça definida foram os mais acometidos, a média de idade foi 10,34 anos, o principal local acometido foi a maxila e o melanoma foi a neoplasia mais prevalente. No estudo epidemiológico chegamos as seguintes conclusões. No estudo multicêntrico dos cães submetidos a diferentes terapias no tratamento do melanoma da cavidade oral, observamos que durante a evolução da doença, os animais que apresentaram remissão completa tiveram aumento da sobrevida frente as demais evoluções clínicas. Os animais que obtiveram margem cirúrgica livre, sobreviveram por mais tempo do que aqueles que não obtiveram a margem livre da neoplasia. O presente estudo evidenciou que no tratamento utilizado para combater o melanoma na cavidade oral em cães, a quimioterapia com carboplatina ao fazer parte do protocolo, aumentou a sobrevida dos pacientes quando comparados com aqueles que não utilizaram o quimioterápico.