Banca de DEFESA: MARIANA SEQUEIRA DAVILA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIANA SEQUEIRA DAVILA
DATA : 04/05/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Salão Verde do Instituto de Veterinária
TÍTULO:

Encefalopatia associada à ingestão de Ipomoea pes caprae (Convolvulaceae) em bovinos no estado do Rio de Janeiro


PALAVRAS-CHAVES:

síndrome tremorgênica, Ipomea pes caprae, bovino


PÁGINAS: 99
RESUMO:

D’AVILA, Mariana Sequeira. Encefalopatia associada à ingestão de Ipomoea pes caprae (Convolvulaceae) em bovinos no estado do Rio de Janeiro. 2018. 99p. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária, Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária). Instituto de Veterinária, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2018.


A intoxicação por plantas tóxicas de interesse agropecuário está entre as três causas de morte mais importantes em bovinos adultos no Brasil. O grupo das plantas que causam alterações nervosas, muito bem representada no país, encerra mais de trinta espécies tóxicas, entre as quais as do gênero Ipomoea, amplamente distribuídas no território brasileiro. As plantas tóxicas desse gênero podem causar “doenças do armazenamento” ou síndrome tremorgênica. Descrevem-se, pela primeira vez, a intoxicação natural e reprodução experimental por Ipomoea pes caprae em bovinos, verificada no norte do Estado do Rio de Janeiro. Foram observados episódios de intensa ataxia locomotora, postura anormal seguida de queda, incapacidade de levantar-se, tremores, contrações e espasticidades musculares nos membros, intensificados após estimulação ou à simples aproximação. Nos animais afetados a mais tempo, os sintomas tornavam-se permanentes. À necropsia havia apenas significativa quantidade de folhas e pecíolos da planta no rúmen. O estudo histopatológico evidenciou lesões neuronais degenerativas e necróticas principalmente nos neurônios de Purkinje. As técnicas de histoquímica (impregnação argêntica pelo método Bielschowsky), imuno-histoquímica (anticorpos anti-calbindina, anti-sinaptofisina, anti-príon) e a análise ultraestrutural ratificaram esses achados. A avaliação lectino-histoquímica não evidenciou armazenamento nos neurônios dos animais intoxicados por Ipomoea pes caprae. No bezerro, intoxicado experimentalmente, verificaram-se sintomas semelhantes, entretanto, com a interrupção do fornecimento da planta no 28º dia os sintomas desapareceram após quatro dias.


Palavras chaves: síndrome tremorgênica, Ipomea pes caprae, bovino


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3377607 - APARECIDA ALVES DO NASCIMENTO
Externo à Instituição - LUIS ARMANDO CALVÃO BRUST - OUTRO
Externo à Instituição - MICHEL JOSÉ SALES ABDALLA HELAYEL - UFF
Presidente - 3247698 - TICIANA DO NASCIMENTO FRANCA
Interno - 2606155 - VIVIAN DE ASSUNCAO NOGUEIRA CARVALHO
Notícia cadastrada em: 18/04/2018 15:39
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