ESTUDO DE VIABILIDADE DE UM NOVO DISPOSITIVO CIRÚRGICO CONFECCIONADO DE POLÍMERO BIOCOMPATÍVEL (PA 11) EM CADELAS (Canis lupus familiaris) SUBMETIDAS A OVARIOHISTERECTOMIA ELETIVA
biopolímeros, material biodegradável, impressão 3D, mesovário
Técnicas que promovem a esterilização de cadelas são utilizadas com frequência na rotina clínico-cirúrgica, sendo a ovariohisterectomia e a ovariectomia por acesso através de celiotomia ou laparoscopia as mais realizadas. Com o desenvolvimento da medicina veterinária, novas opções de técnicas menos invasivas e mais refinadas surgem colaborando com o aprimoramento da especialidade, a fim de conferir maior conforto pós-operatório, menor tempo cirúrgico, benefícios a qualidade de vida dos animais e redução de complicações trans e pós-cirúrgicas. No geral, são utilizadas ligaduras confeccionadas com fios de sutura, que promovem hemostasia dos vasos com diversos tipos de materiais, como fios absorvíveis ou inabsorvíveis, monofilamentares e multilamentares. Apesar da boa capacidade dos fios de sutura em promover a hemostasia dos vasos durante a cirurgia, a busca por alternativas que apresentem melhor eficiência ao mesmo tempo que promova redução de tempo cirúrgico é crescente. O objetivo desse trabalho é avaliar a eficácia de um novo dispositivo confeccinado de polímero biomimético (PA 11), capaz de causar hemostasia eficiente dos vasos do complexo arteriovenoso ovariano e do corpo do útero, e rápida utilização durante a cirurgia, colaborando com menor tempo cirúrgico e rápida recuperação pos-operatória dos animais. Para isso, foram realizadas cirurgias de ovariohisterectomia, em cadelas, divididas em dois grupos, onde um grupo recebeu ligaduras realizadas com fio de sutura poliglactina 910 (grupo controle) e o outro grupo recebeu o dispositivo de polímero biomimético confeccionado em impressora 3D. Os animais foram avaliados quanto ao tempo cirúrgico (em minutos), marcador de inflamação sistêmica através da Proteína C reativa (PCR) e reação tecidual local através de avaliação ultrassonográfica qualitativa no pós-operatório. Através das análises estatísticas, observou-se que, o tempo cirúrgico com a utilização do dispositivo foi menor quando comparado com a utilização do fio de sutura, a hemostasia resultante da utilização do dispositivo foi eficiente, e não houve diferença significativa entre os implantes na ocorrência de complicações pós-operatórias relacionadas à cirurgia.