Banca de DEFESA: CECILIA AZEVEDO DIAS LOPES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CECILIA AZEVEDO DIAS LOPES
DATA : 03/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Instituto de Veterinária
TÍTULO:

Aplicação da densitometria óptica radiográfica na análise da densidade mineral óssea em cães com doença renal crônica.


PALAVRAS-CHAVES:

absorciometria digital computadorizada, distúrbio mineral e ósseo, hiperparatireoidismo secundário renal, fração óssea da fosfatase alcalina


PÁGINAS: 44
RESUMO:

A doença renal crônica (DRC) é altamente prevalente em cães e frequentemente leva ao desenvolvimento de distúrbios do metabolismo mineral e ósseo (DMO-DRC), comprometendo a densidade mineral óssea (DMO) e a qualidade de vida dos animais. Na medicina veterinária, os métodos acessíveis e validados para o diagnóstico e monitoramento do DMO-DRC ainda são limitados. Este estudo avaliou a viabilidade da radiografia óptica digital como técnica para mensuração da DMO em cães com DRC e sua correlação com biomarcadores séricos de remodelação óssea e de função renal. Foram incluídos no estudo 40 cães domiciliados[CB1] , sendo oito clinicamente saudáveis (grupo controle) e 32 com DRC, distribuídos igualmente entre os estádios 1 a 4, conforme as diretrizes da International Renal Interest Society (IRIS, 2023). Radiografias digitais de mandíbula (alveolar e base do corpo), fêmur e segunda vértebra lombar foram analisadas por densitometria óptica digital, calibrada com penetrômetro (escalímetro) de alumínio. As análises séricas incluíram fração óssea da fosfatase alcalina, fosfatase alcalina total, ureia, creatinina, fósforo, cálcio total, cálcio iônico, potássio, sódio, proteínas totais e albumina. A técnica radiográfica demonstrou maior sensibilidade na região mandibular alveolar, diferenciando cães dos estádios 2, 3 e 4 de DRC em relação ao grupo controle. A base do corpo da mandíbula discriminou apenas o estádio 4 do controle, enquanto o fêmur e a segunda vértebra lombar não apresentaram diferenças significativas entre os grupos. Com o aumento do estádio da DRC, observaram-se aumentos progressivos e significativos nos valores séricos de creatinina, ureia e fósforo. De forma semelhante, a fração óssea da fosfatase alcalina correlacionou-se de forma fraca e negativa com a DMO mandibular, indicando que valores mais elevados ocorrem em animais com menor densidade óssea. Apesar disso, seus valores permaneceram dentro da faixa de referência para todos os grupos, diferindo de forma significativa apenas entre o estádio 2 e o grupo controle. Conclui-se que a radiografia óptica digital é uma técnica viável, acessível e de baixo custo para a avaliação da DMO em cães com DRC, embora apresente sensibilidade limitada para distinguir os diferentes estádios da doença. Além disso, a mensuração isolada da fração óssea da fosfatase alcalina não demonstrou valor diagnóstico, mas suas mensurações seriadas, complementarmente a técnica de radiografia óptica digital, podem representar ferramenta potencial para o monitoramento da progressão do DMO-DRC.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2572430 - CRISTIANE DIVAN BALDANI
Interno - 4563410 - JULIO ISRAEL FERNANDES
Interno - 1120060 - ALEXANDRE JOSE RODRIGUES BENDAS
Interna - 3324429 - ANDRESA GUIMARAES
Interno - 1151827 - BRUNO RICARDO SOARES ALBERIGI DA SILVA
Externo ao Programa - ***.318.627-** - CRISTIANO CHAVES PESSOA DA VEIGA - UFRRJ
Externa à Instituição - MÁRCIA CAROLINA SALOMÃO SANTOS - UFF
Externo à Instituição - LEONARDO LARA E LANNA - UFJF
Externa à Instituição - MARIA CRISTINA NOBRE E CASTRO - UFF
Externa à Instituição - KARINA YUKIE HIRATA - UFJF
Notícia cadastrada em: 02/12/2025 11:55
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