Banca de QUALIFICAÇÃO: BRUNA SAMPAIO MARTINS LAND MANIER

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRUNA SAMPAIO MARTINS LAND MANIER
DATA : 16/12/2018
HORA: 00:00
LOCAL: PPGMV/IV/UFRRJ
TÍTULO:

LIMIAR IRRITATIVO DE Ctenocephalides felis felis PARA DEFLAGRAÇÃO DE SINAIS CLÍNICOS EM FELINOS COM DERMATITE ALÉRGICA À PICADA DE PULGAS


PALAVRAS-CHAVES:

Pulgas, DAPE, Alergia


PÁGINAS: 20
RESUMO:

As dermatopatias alérgicas estão entre as principais doenças que acometem cães e gatos, e são causas frequentes de procura por serviços veterinários, visto que cursam com intenso prurido, levando a diminuição da qualidade de vida dos animais e consequentemente dos tutores. A dermatite alérgica a picada de pulgas (DAPE) acomete cães e gatos, sendo uma doença frequentemente diagnosticada em locais com infestações de ectoparasitos. Em gatos as lesões ocorrem principalmente na região da cabeça, e embora seja muito prevalente, existem poucos trabalhos sobre a doença nesta espécie. O diagnóstico da DAPE é clínico e terapêutico, e não existe um exame específico que detecte a doença. Em pacientes com lesões características, ainda que não haja a evidenciação de pulgas ou sinais de infestação no momento da consulta, opta-se pelo tratamento do animal e do ambiente. É descrito em literatura e amplamente divulgado entre os veterinários que uma vez que o paciente possua a doença, a picada de uma única pulga já é suficiente para deflagrar o estímulo alérgico e o surgimento de lesões. Por isso o controle de ectoparasitos deve ser intenso e preconiza-se a eliminação total das pulgas. Sabe-se no entanto que a maioria dos ectoparasiticidas disponíveis no mercado possui ação sistêmica, embora muitos sejam aplicados de forma tópica, ou seja, as pulgas tem que picar o hospedeiro, e sé então absorvem o medicamento e são eliminadas. Tais medicamentos são eficazes no controle da doença e na prevenção de lesões em gatos com DAPE, o que nos leva a crer que a afirmação de que somente uma pulga é necessária para deflagrar o estimulo alérgico é falsa. Com este trabalho esperamos mostrar que a picada de poucas pulgas não é capaz de causar lesões gatos com DAPE, com a finalidade de melhorar a abordagem diagnóstica da doença, correlacionando os sinais clínicos com a presença de um número considerável de pulgas. Além disso, visamos permitir maiores opções no controle da doença. Durante a fase experimental serão utilizados dois grupos, um grupo doente e outro grupo controle. O primeiro grupo será constituído por 12 gatos diagnosticados previamente com DAPE, enquanto o segundo grupo será composto por 12 animais sadios. Os animais ficarão isolados e livres de infestações, sendo selecionados somente gatos sem lesões de pele. Os dois grupos serão infestados com número crescente de pulgas em intervalos de um mês, até que ocorra o surgimento de sinais clínicos. As pulgas serão colocadas no flanco dos gatos durante 10 minutos, e a seguir serão dissecadas para garantir que houve alimentação. Os gatos serão observados durante 7 dias após cada infestação, e serão avaliados o surgimento e evolução dos cinco principais sinais clínicos da doença: prurido, alopecia, eritema, pápulas e crostas. Os dados obtidos serão submetidos a análise estatística, e espera-se mostrar que a picada de uma pulga não é capaz de deflagrar o estímulo alérgico em gatos com DAPE.    


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2318733 - DANIEL DE ALMEIDA BALTHAZAR
Interno - 1140891 - JONIMAR PEREIRA PAIVA
Externo à Instituição - ARY ELIAS ABOUD DUTRA
Externo à Instituição - CAROLINA FRANCHI JOÃO - UFU
Externo à Instituição - MARIANA BEZERRA MASCARENHAS
Notícia cadastrada em: 10/01/2020 11:19
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