Banca de QUALIFICAÇÃO: NATÁLIA LÔRES LOPES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATÁLIA LÔRES LOPES
DATA : 02/12/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Laboratório de Quimioterapia Experimental em Parasitologia Veterinária (On line)
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA CLÍNICA E ESTUDO DA EFICÁCIA CLÍNICA DO OCLACITINIB NO TRATAMENTO DE FELINOS PORTADORES DE DERMATITE ALÉRGICA À PICADA DE PULGAS


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chave: Gatos, prurido, pulgas, oclacitinib


PÁGINAS: 62
RESUMO:

O prurido é um dos mais comuns sinais clínicos na dermatologia veterinária. Dentre as diferentes etiologias, é frequentemente observado nos felinos portadores de dermatite alérgica à picada de pulgas. Corticosteroides e ciclosporina são os fármacos atualmente mais utilizados como terapia antipruriginosa, porém podem levar a ocorrência de diversos efeitos adversos. O oclacitinib, inibidor da janus kinase, tem sido utilizado para o controle de prurido em cães de forma eficaz e segura, com poucos efeitos adversos. Em felinos poucos estudos estão disponíveis, com divergências entre as doses e regime de administração e não há disponível estudo de segurança para a espécie. Os objetivos do estudo foram: (i) verificar a segurança do Oclacitinib no uso em felinos; (ii) determinar a eficácia no tratamento de felinos portadores de dermatite alérgica a picada de pulgas. Para determinar a segurança do uso do Oclacitinib em felinos foram utilizados 30 gatos, alocados em três grupos (oclacitinib 1 mg/kg por via oral a cada 12 horas, oclacitinib 2 mg/kg por via oral a cada 12 horas e grupo placebo recebendo comprimidos de amido por via oral a cada 12 horas). O tratamento teve duração de 28 dias. Os animais passaram por avaliação clínica e coleta de sangue para hemograma, bioquímica sérica (gamaglutamil transferase (GGT), alamina aminotransferase (ALT), aspartato transferase (AST), fosfatase alcalina (FA), uréia, creatinina, bilirrubinas, glicose, frutosamina, colesterol, triglicerídeos, proteínas totais e albumina) nos dias -2, +3, +7, +14, +21 e +28 e ultrassonografia abdominal com coleta de urina por cistocentese para EAS nos dias -2, +14 e +28. O oclacitinib foi bem tolerado, apenas efeitos adversos foram observados sendo eles vômito em dois animais e fezes amolecidas em dois gatos dos dez animais do grupo 2 mg/kg. Nenhuma alteração significativa hematológica foi observada. As enzimas hepáticas e renais se mantiveram normais durante todo o estudo e apenas um aumento significativo nos níveis de frutosamina foram observados nos dois grupos tratados, porém se mantiveram dentro dos valores de referência. Não houve diferença significativa na média dos valores obtidos para densidade urinária, pH, ou na relação proteína creatinina urinária. Para determinar a eficácia do oclacitinib no tratamento de felinos portadores de dermatite alérgica a picada de pulgas foram incluídos 14 gatos diagnosticados com dermatite alérgica à pulga que foram alocados em 2 grupos (grupo 1- oclacitinib 1 mg/kg por via oral a cada 12 horas durante 7 dias; grupo 2- prednisolona 2 mg/kg por via oral a cada 12 horas durante 7 dias). Os animais foram avaliados quanto a evolução das lesões e presença e intensidade de prurido através das escalas VAS, FEDESI e SCORFAD nos dias 0, +1, +3 e +7. Foi possível concluir que o oclacitinib foi bem tolerado em gatos nas doses de 1 mg/kg e 2 mg/kg e aparentou ser seguro quando administrado a cada 12 horas durante 28 dias. Mais estudos são necessários para avaliar se o oclacitnib é uma opção viável para o controle de prurido em gatos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 4563410 - JULIO ISRAEL FERNANDES
Externa à Instituição - FLÁVIA CLARE GOULART DE CARVALHO - UNIG
Externo à Instituição - MARIANA BEZERRA MASCARENHAS - UFRRJ
Externa à Instituição - REGINA HELENA RUCKERT RAMADINHA - UFRRJ
Notícia cadastrada em: 19/11/2020 15:58
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