Banca de QUALIFICAÇÃO: NATÁLIA BRAZ DE ALMEIDA PEREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATÁLIA BRAZ DE ALMEIDA PEREIRA
DATA : 31/10/2018
HORA: 14:11
LOCAL: Seropédica
TÍTULO:

Diagnóstico Imuno-histoquímico de Raiva em Cães no Setor de Anatomia Patológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1953-2018)


PALAVRAS-CHAVES:

cão, sistema nervoso central, encefalite, raiva, imuno-histoquímica, Lyssavirus.


PÁGINAS: 8
RESUMO:

Este projeto será realizado no Setor de Anatomia Patológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (SAP/UFRRJ) através do estudo clínico-epidemiológico e patológico da raiva em cães ao longo de sete décadas (1953-2018). Postula-se que a raiva em cães teve uma grande diminuição em sua incidência a partir das campanhas de vacinação. O presente estudo visa subsidiar informações que possam contribuir na compreensão e profilaxia da raiva canina, pois não há estudos a longo prazo sobre a raiva em cães no Brasil. Serão utilizados blocos de tecido encefálico parafinados, obtidos durante necropsia de 352 cães com diagnóstico de encefalite para realizar a técnica de IHQ. As técnicas laboratoriais são imprescindíveis para o diagnostico de raiva. No Brasil, as técnicas oficiais reconhecidas pelo Programa Nacional de Controle de Raiva em Herbívoros do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento para o diagnóstico de raiva são a imunofluorescência direta (IFD) e a inoculação intracerebral em Camundongos (IIC). No exame histopatológico, a raiva pode ser reconhecida pela observação de menigoencefalite linfoplasmocitária associada aos corpúsculos de Negri, considerada a lesão histológica característica da raiva. Nos casos em que não há corpúsculos de inclusão, podem-se utilizar técnicas de IHQ para detecção de antígeno viral em tecidos fixados em formol e incluídos em parafina. A técnica de IHQ oferece a vantagem do diagnóstico ser realizado em tecidos fixados em formalina. Isso é importante em estudos retrospectivos em que os tecidos refrigerados não estão mais disponíveis ou em situações em que não foi coletado amostras de tecido nervoso congelados, pois a raiva não constava como suspeita inicial. Reunir os dados epidemiológicos da raiva canina diagnosticados no SAP/UFRRJ ao longo de 65 anos, comparar o teste de IHQ com as provas diagnósticas utilizadas no passado e mapear a distribuição do antígeno em diferentes segmentos do encéfalo de cães com raiva trarão informações importantes sobre a prevalência da raiva canina. A região do encéfalo com maior quantidade de antígeno em casos de raiva em cães domésticos pode servir como referêncial para amostragem de tecido encefálico para aplicação de provas diagnósticas em carnívoros selvagens. Os resultados gerados por esse projeto poderão subsidiar ações de vigilância sanitária em futuros casos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2932766 - ANDRESSA FERREIRA DA SILVA
Interno - 6387102 - MARILENE DE FARIAS BRITO QUEIROZ
Interno - 2929022 - SAULO ANDRADE CALDAS
Externo à Instituição - CAROLINE ARGENTA PESCADOR - UFMT
Externo à Instituição - PEDRO MIGUEL OCAMPOS PEDROSO - UnB
Notícia cadastrada em: 14/11/2018 16:45
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