Variabilidade da Frequência Cardíaca Associada ao Uso de Antagonista Colinérgico (Atropina 1%) em Cães (Canis familiaris, LINNAEUS, 1758) com Ceratite Ulcerativa
Úlcera de cornea, midriático, cicloplégico.
A córnea é a porção mais externa do bulbo ocular e, devido sua localização anatômica, frequentemente está sujeita a processos lesivos. A ceratite ulcerativa é uma das causas mais comuns de doença ocular e pode levar à perda da visão caso não receba o tratamento correto. A atropina é o colírio utilizado para induzir midríase e cicloplegia, evitando a formação de sinéquias. Após instilação, é absorvida para a circulação sistêmica e pode promover efeitos colaterais sistêmicos importantes. A eletrocardiografia contínua possibilita a avaliação da variabilidade da frequência cardíaca (VFC), indicando a modulação autonômica do coração. O objetivo do presente trabalho é avaliar a influencia do tratamento com atropina 1% colírio na variabilidade da frequência cardíaca de cães portadores de ceratite ulcerativa. É esperado que cães com ceratite ulcerativa tratados com atropina 1% apresentem aumento da frequência cardíaca, com consequente diminuição na sua variabilidade, devido ao bloqueio do parassimpático. Assim, o estudo da VFC, antes e após o tratamento com antagonista colinérgico poderá fornecer informações sobre a estimulação simpática e suas consequências clínicas, e a possibilidade de melhorar o balanceamento autonômico após o término do tratamento, aumentando a qualidade e expectativa de vida destes pacientes. Para o estudo, serão incluídos 30 cães saudáveis com diagnóstico de ceratite ulcerativa. Será avaliada a VFC antes da instilação do colírio de atropina 1% (T0), no quinto dia de tratamento (T1), e no décimo quinto dia após término do tratamento (T2).