Banca de DEFESA: LUCIANA APARECIDA DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCIANA APARECIDA DE SOUZA
DATA : 14/01/2021
HORA: 15:00
LOCAL: https://meet.google.com/wwj-dwzs-grc
TÍTULO:

Transferência de imunidade passiva, desenvolvimento e resposta clínica ao tratamento da diarreia com solução eletrolítica oral e parenteral em bezerros mestiços, do nascimento aos 25 dias de idade


PALAVRAS-CHAVES:

Diarreia, imunidade passiva, reposição eletrolítica, hidratação, enteral


PÁGINAS: 102
RESUMO:

Diarreia, uma enfermidade multifatorial resultante da interação entre imunidade, meio ambiente, nutrição e uma ampla variedade de patógenos, é uma das principais causas de óbito de bezerros nas primeiras quatro semanas de vida. No presente trabalho, objetivou-se avaliar a ocorrência de diarreia, os aspectos clínicos, o grau de hidratação e a resposta clínica ao tratamento oral e parenteral com solução eletrolítica. Ao mesmo tempo buscou-se avaliar a qualidade do colostro, a transferência de imunidade passiva por meio das proteínas séricas totais e o desenvolvimento de bezerros mestiços, do nascimento aos 25 dias de idade. Diariamente, bezerros do rebanho da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco, MG, foram submetidos a uma inspeção física completa (condição corporal e estado geral, comportamento, apetite e fezes) seguida de aferição dos parâmetros vitais (temperatura, frequências respiratória e cardíaca, tempo de preenchimento capilar e turgor cutâneo). Animais com alterações em pelo menos um desses parâmetros foram avaliados detalhadamente. Bezerros que apresentaram diarreia foram identificados, separados e mantidos em observação. Animais que apresentaram fezes de consistência fluida (escore 3) e desidratação estimada em 8 a 10% foram inseridos em dois protocolos de tratamento: terapia de reposição eletrolítica oral, por meio de sonda oro-esofágica em fluxo contínuo, ou intravenosa. O volume administrado foi calculado conforme a quantidade de fluidos perdida (porcentagem estimada de desidratação multiplicada pelo peso em quilos). O volume de manutenção para ambos os grupos foi fornecido por via oral, por meio de baldes. A alimentação com leite foi mantida durante o tratamento. Amostras de sangue e urina dos animais sadios foram colhidas por venopunção da jugular entre 12 a 24 horas após o nascimento, aos 5, 10, 15, 20 e 25 dias, pela manhã, antes do aleitamento, e dos animais diarreicos, imediatamente após a identificação da diarreia, 2, 12, 24 e 48 horas após o início do tratamento, avaliando-se o hematócrito, a concentração de proteínas plasmáticas e séricas totais, o Brix sérico, a quantificação de hemácias e leucócitos e as características físico-químicas da urina. A diarreia, avaliada pela consistência das fezes, foi verificada em 30 bezerros (75%). Os animais mantiveram boa condição corporal, não havendo influência da diarreia no seu desenvolvimento e não ocorrendo óbitos. Houve falha na transferência de imunidade passiva, que pode ter influenciado a ocorrência de diarreia. Conforme o escore fecal, a densidade urinária não variou (1014-1015), porém o pH foi maior nos bezerros sem diarreia (6,7) em relação aqueles com escore fecal 3 (6,2) (p=0,0029), apontando para a acidificação da urina nos animais com diarreia. Bezerros com diarreia e desidratação de 8 a 10%, apresentaram pH urinário de 5,9 antes do tratamento, assim como valores mais elevados de VG, PPT e densidade urinária, com redução 2 horas após a hidratação e variações discretas até 48 horas indicando eficácia da hidratação e correção da acidose.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 387400 - RITA DE CASSIA CAMPBELL MACHADO BOTTEON
Interno - 2929022 - SAULO ANDRADE CALDAS
Externo à Instituição - RODRIGO MELO MENESES - UFMG
Externo à Instituição - MICHEL JOSÉ SALES ABDALLA HELAYEL - UFF
Notícia cadastrada em: 04/01/2021 11:35
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