Banca de DEFESA: MARCELO DE OLIVEIRA HENRIQUES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCELO DE OLIVEIRA HENRIQUES
DATA : 14/12/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Salão Verde do Instituto de Veterinária da UFRRJ
TÍTULO:

Enxerto omental livre sem anastomose vascular na cicatrização cutânea de ratos


PALAVRAS-CHAVES:

Citocinas, Expressão gênica, Fatores de crescimento, Reparo tecidual.


PÁGINAS: 76
RESUMO:

HENRIQUES, Marcelo de Oliveira. Enxerto omental livre sem anastomose vascular na cicatrização cutânea de ratos. 2018. 76 p. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária). Instituto de Veterinária, Seropédica, RJ, 2018. O processo de cicatrização em mamíferos está intimamente ligado à manutenção do meio interno e à sobrevivência do animal, sendo influenciado por fatores como vascularização local, estado nutricional, higidez, presença de infecção e doenças concomitantes, entre outros. Materiais biológicos têm sido recomendados por possuírem propriedades antibacterianas e analgésicas, acelerarem a formação de tecido de granulação, de epitelização e propiciarem barreira à invasão bacteriana. O omento tem sido usado na medicina humana e veterinária na cicatrização de feridas, através de enxertos pediculados ou livres, desde antes de 1900, entretanto o mecanismo pelo qual há auxílio na resolução de lesões não é completamente compreendido. A presença de ampla vascularização, de células de defesa inata e específica, denominados “milky spots” e células pluripotenciais mesenquimais tem sido determinada como preponderante para promover cicatrização e regeneração em tecidos injuriados. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a viabilidade e influência do enxerto de omento livre, sem anastomose vascular, na cicatrização de feridas cutâneas em ratos Wistar machos, que foram divididos em quatro grupos de sete animais, sendo dois grupos controle (CT7 e CT14) e dois tratados (OM7 e OM14), tendo sido realizadas as seguintes avaliações: macroscopia e morfometria das feridas, características histopatológicas, quantificação de fibras de colágeno tipos I e III e pesquisa de citocinas e fatores de crescimento, como Fator de Crescimento de Endotélio Vascular, Fator de Crescimento de Fibroblastos e Fator de Crescimento Transformador-β (por imunohistoquímica e por expressão gênica feita pela técnica de reação em cadeia de polimerase). Nos resultados macroscópicos, o enxerto permaneceu viável na ferida em todos os animais tratados, sem maiores complicações. Comparado ao grupo controle, nas feridas com omento houve significativo aumento do infiltrado mononuclear e diminuição do TGF-β aos 14 dias, sem diferença estatística nos demais parâmetros e momentos de avaliação. Estes achados no infiltrado mononuclear e na quantificação de TGF- β aos 14 dias de pós-cirúrgico, deve-se possivelmente às capacidades imunomoduladoras do omento. Pode-se concluir que a utilização do omento livre autólogo sem anastomose vascular na cicatrização cutânea é eficaz e viável, não tendo ocorrido rejeição, perda do enxerto ou ausência de cicatrização nas lesões agudas em ratos saudáveis. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1674073 - BRUNO GUIMARAES MARINHO
Externo ao Programa - 387081 - MARCOS ANTONIO JOSE DOS SANTOS
Externo à Instituição - MARIA DE LOURDES GONÇALVES FERREIRA
Presidente - 387386 - MARTA FERNANDA ALBUQUERQUE DA SILVA
Interno - 2606155 - VIVIAN DE ASSUNCAO NOGUEIRA CARVALHO
Externo à Instituição - VIVIANE ALEXANDRE NUNES DEGANI - UFF
Notícia cadastrada em: 07/12/2018 14:43
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