Banca de DEFESA: LUMARA RAELI LIGEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUMARA RAELI LIGEIRO
DATA : 12/03/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Via google meet ou Zoom
TÍTULO:

FATORES DE RISCO DA SENSIBILIDADE A SONS EM CÃES DA RAÇA BORDER COLLIE


PALAVRAS-CHAVES:

Border Collie, reatividade a som, estresse sonoro, cortisol, raça de cão


PÁGINAS: 30
RESUMO:

Cães são particularmente sensíveis a sons e podem ser considerados cães fóbicos a sons aqueles que exibem uma resposta extrema, profunda e não graduada ao ruído. Alguns cães continuamente apresentam diferentes graus desta resposta de medo quando expostos a ruídos específicos, como sons de trovão e fogos de artifício, e são classificados reativos ou sensíveis a sons. A sensibilidade ou reatividade a sons em cães é uma condição muito frequente e está associada a fatores individuais variáveis e a crescente exposição a fatores de risco. Apesar de todas as raças serem acometidas, cães de pastoreio como os da raça border collie tem alta predisposição a apresentarem sensibilidade a sons. Como a intensidade da sensibilidade é resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais, o presente estudo visa, numa população de cães da raça border collie, sensíveis ou não a sons avaliar os fatores de risco e a herdabilidade a sensibilidade a sons, além de avaliar as respostas autonômicas (através da variabilidade da frequência cardíaca) e comportamentais destes cães a um  teste da reatividade a sons. Foram utilizados 37 cães da raça border collie, ambos os sexos e idade variando de 6 meses a 10 anos, com diferentes graus de parentesco provenientes de criadores e tutores do estado do Rio de Janeiro. Inicialmente os tutores responderam a um questionário sobre os fatores de risco onde foi abordado a qualidade da relação tutor-cão; reações comportamentais de medo em situações de exposição a sons; transtornos comportamentais concomitantes; a idade de início do medo e os possíveis eventos desencadeadores. Para o diagnóstico da sensibilidade a sons, além do questionário respondido pelo tutor, os animais foram submetidos a um teste de reatividade ao som realizado no domicilio dos animais. Neste teste, uma gravação de sons gerais incluindo fogos de artificio e trovão, em volume crescente foi apresentada a cada cão individualmente, sendo considerado reativo ao som aquele que reagiu ao som com sinais de estresse. Durante os testes, além da avaliação comportamental, a atividade autonômica foi avaliada pela análise da variabilidade da frequência cardíaca, onde os intervalos faixas cardíacos foram coletados através do uso de um frequencímetro (Polar®). Na população estudada, a prevalência de sensibilidade a sons de trovão foi de 56,8%  e a fogos de artificio foi de 64,9% e não foi identificado nenhum fator de risco ambiental, ou idade ou sexo relacionado a sensibilidade a sons. No entanto a herdabilidade calculada foi de 0,5, que é considerada alta, indicando significativa influência genética nesta condição. Não houve correlação entre as respostas comportamentais e autonômicas ao teste de reatividade ao som e a percepção dos tutores sobre a sensibilidade ao som dos seus cães, o que pode indicar baixa sensibilidade do teste de reatividade. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2193086 - MAGDA ALVES DE MEDEIROS
Interna - 387386 - MARTA FERNANDA ALBUQUERQUE DA SILVA
Externo ao Programa - 387295 - LUIS CARLOS REIS
Externa à Instituição - ANGÉLICA DA SILVA VASCONCELLOS - PUCMinas
Externa à Instituição - LUCIENE COVOLAN - UNIFESP
Notícia cadastrada em: 08/03/2021 14:30
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