Uso de Progesterona e Anti-inflamatório de Longa Ação em um Programa Comercial de Transferência de Embriões Equino
Isabela Barroso Domingues
Palavras-chaves: progesterona, meloxicam, embrião equino
A transferência de embriões (TE) é a biotécnica mais utilizada em equinos, sendo um dos seus maiores problemas a perda embrionária na receptora. Dois fatores são importantes causas dessas perdas: a disfunção do corpo lúteo (CL), com menor produção de progesterona, e a manipulação cervical no momento da TE, que pode ocasionar uma resposta inflamatória no útero, liberando PGF2α e desencadeando a luteólise, acarretando a absorção do embrião. Objetiva-se com o experimento verificar se o uso de progesterona L.A. associada ou não ao meloxicam na receptora no dia da TE, aumenta a taxa de gestação. Serão usadas 120 receptoras de 5 haras situados na região de Três Rios –RJ e Zona da Mata Mineira. As receptoras serão divididas em 6 grupos: 4 de cíclicas(I ao IV) e 2 de acíclicas(V e VI). Sendo um grupo controle e os demais que receberão medicação no momento da TE. GRUPO I (n=20) = controle; GRUPO II (n=20) 1,5 g de P4 L.A., GRUPO III (n=20) 1,5 g de P4 L.A. e 1,5 g de meloxicam; GRUPO IV (n=20) 1,5 g de meloxicam. Os dois grupos de acíclicas serão preparados com mesmo protocolo: receberão 5 ml de Benzoato de Estradiol no dia em que a doadora ovular e após 48h 1,5 g de P4 L.A., após o quarto dia da P4 será transferido o embrião. GRUPO V (n=20) 1,5g de P4 L.A. e GRUPO VI (n=20) 1,5 g de P4 e 1,5 g de meloxicam. O diagnóstico de gestação será realizado sete dias após a TE e a confirmação da gestação com 30 e 60 dias. Mediante resultados, aumenta-se a taxa de prenhes nas receptoras, diminuindo o custo da TE para os criadores e aumentando o ganho financeiro dos veterinários.