Banca de DEFESA: NATHALIA DA SILVA CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATHALIA DA SILVA CARVALHO
DATA : 15/07/2021
HORA: 17:00
LOCAL: plataforma virtual Google meet
TÍTULO:

Aspectos clínico-patológicos das neoplasias melanocíticas diagnosticadas em cães no Setor de Anatomia Patológica da UFRRJ (1999-2020) e avaliação da proliferação celular através da imuno-histoquímica com anticorpo Ki-67


PALAVRAS-CHAVES:

oncologia, canino, melanoma, imuno-histoquímica


PÁGINAS: 87
RESUMO:

As neoplasias melanocíticas originam-se da proliferação de melanoblastos e melanócitos e são nomeadas melanomas, quando malignas e melanocitomas, quando benignas. Os melanomas correspondem a 7% das neoplasias malignas em cães, o que torna essencial estudo acerca destes tumores. Uma vez que expressam comportamento agressivo e histologia variável, exames complementares são necessários para o estabelecimento do diagnóstico e prognóstico. A atividade mitótica pode ser um importante critério de valor prognóstico para os melanomas, pois estima a taxa de proliferação celular. Desta forma, os objetivos deste trabalho foram realizar um levantamento dos tumores melanocíticos diagnosticados no Setor de Anatomia Patológica (SAP) entre janeiro de 1999 a agosto de 2020, avaliar o índice proliferativo dessas neoplasias com anticorpo Ki-67 (MIB-1) e correlacioná-lo com o prognóstico. Foram avaliados os históricos, laudos de necropsias e biópsias e reavaliadas as lâminas coradas com hematoxilina e eosina (HE). Todos os dados, incluindo os epidemiológicos, foram compilados. Os melanomas amelanóticos foram submetidos ao exame imuno-histoquímico com anticorpo Melan-A a fim de assegurar o diagnóstico. Em seguida, realizou-se imuno-histoquímica com Ki-67, utilizado como marcador de proliferação celular e as lâminas foram contracoradas com Giemsa. Calculou-se o índice de proliferação do Ki-67, contando as células em 10 campos aleatórios de cada caso em objetivas de 40x. Do total de 78 casos de neoplasias melanocíticas do SAP, 32 localizavam-se em cavidade oral, 29 em pele, nove em leito ungueal e o restante em locais variados, totalizando 41 fêmeas e 37 machos. Os animais SRD somaram a maior parte dos casos (29). A idade foi informada em 70 casos, variou de três a 19 anos, com maior número em 10 anos. As manifestações clínicas mais comuns informadas nas fichas foram anorexia e dispneia. Em 48 casos foi possível analisar as características histopatológicas. Com relação ao aspecto morfológico, os tumores foram divididos em fusiforme (um caso), epitelióide (11 casos) ou misto (35 casos). O pleomorfismo foi acentuado em 36,9% dos casos e a média das mitoses, de todos os campos, foi de 10,5. Em 36/78 casos (33 melanomas e três melanocitomas) foi realizada a técnica imuno-histoquímica para Ki-67. Destes, 12 apresentaram resultado positivo: três melanomas amelanóticos, oito melanomas melanóticos e um melanocitoma. Ao considerar os índices de proliferação do Ki-67 obtidos e analisar as mitoses com o diagnóstico prévio, o resultado corroborou com a literatura, visto que a variante maligna apresentou esses parâmetros mais evidentes que a variante benigna. Sabe-se que quando o valor do índice encontra-se ≥ 15%, é indicativo de prognóstico desfavorável e relaciona-se com índice mitótico ≥3 em 10 campos na objetiva de 40x. Em 4 casos de melanomas, os índices de proliferação corresponderam a 15,28%, 15,87%, 19,13%, e 51,3% e os índices mitóticos resultaram 5, 30, 60 e 70. Conclui-se que neoplasias melanocíticas são distribuídas igualmente em ambos os gêneros e acometem predominantemente cães a partir de três anos de idade e o local mais frequente da lesão é a cavidade oral, seguido por pele e leito ungueal. No que diz respeito às neoplasias melanocíticas diagnosticadas nos últimos 22 anos no Setor de Anatomia Patológica da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, pôde-se observar que os aspectos epidemiológicos relacionados ao sexo, idade, raça e localização corroboram com aqueles descritos na literatura, assim como os sítios de metástase. O tipo histológico predominante é o melanoma melanótico, com frequência semelhante à relatada na literatura mundial. A morfologia celular mais observada no presente estudo foi do tipo misto, diferentemente da maioria dos demais estudos, onde a mais frequente é a epitelióide.  Além disso, o índice proliferativo determinado pela contagem de mitoses e imunorreatividade ao Ki-67 variou significativamente entre tumores melanocíticos localizados na cavidade oral e pele. Na variante benigna, o índice proliferativo foi menor quando comparado com as neoplasias malignas e o método de contagem utilizado neste trabalho mostrou-se efetivo para todos os tipos de neoplasias melanocíticas estudadas independente da sua localização.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2606155 - VIVIAN DE ASSUNCAO NOGUEIRA CARVALHO
Externa ao Programa - 3377607 - APARECIDA ALVES DO NASCIMENTO
Externa à Instituição - MARIANA CORREIA OLIVEIRA
Externa à Instituição - SAMAY ZILLMANN ROCHA COSTA
Notícia cadastrada em: 01/07/2021 09:40
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