TUBERCULOSE EM PRIMATAS NÃO HUMANOS DO NOVO E DO VELHO MUNDO
Tuberculose, Primatas do Velho Mundo, Primatas do Novo Mundo
A tuberculose é uma doença infecciosa crônica que causa alta morbidade e mortalidade em humanos e primatas não humanos, especialmente em cativeiro. No Brasil, a incidência desta doença em humanos tem aumentado lentamente nos últimos anos. A tuberculose tem distribuição cosmopolita e é causada pelos microrganismos pertencentes ao complexo Mycobacterium tuberculosis. O principal agente etiológico da tuberculose em primatas não humanos é o Mycobacterium tuberculosis, embora M. bovis, M. africanum e M. microtii também sejam relatados. Devido à alta similaridade genética com humanos, os primatas não humanos modelam com precisão todos os aspectos da tuberculose e são considerados como biomodelo padrão-ouro nas infecções experimentais por M. tuberculosis. Os Primatas do Velho Mundo são mais susceptíveis em comparação aos Primatas do Novo Mundo e os sinais clínicos variam de acordo com a localização e a gravidade da infecção. A patogênese da tuberculose é altamente complexa e dinâmica e, os achados morfológicos em primatas não humanos são heterogêneos e múltiplas apresentações macro e microscópicas podem ser observadas. O diagnóstico de tuberculose em primatas não humanos é realizado por cultivo e isolamento bacteriano, exames moleculares, ensaios imunológicos ou imunohistoquímica. O tratamento da tuberculose em primatas não humanos em alguns casos é eficaz, entretanto, a ocorrência natural em cativeiro tem consequências econômicas significativas devido à morte de animais e custos relacionados ao diagnóstico e controle da doença. O objetivo deste estudo é descrever os aspectos epidemiológicos, clínicos, patológicos e moleculares de Primatas Não Humanos do Novo e do Velho Mundo diagnosticados com tuberculose, provenientes de cativeiro no Estado do Rio de Janeiro, Brasil.