Caracterização da Microbiota Uterina de Éguas em Diferentes Idades.
Bactérias, endometrite, equinos, fungos, reprodução.
O número de estabelecimentos agropecuários voltados para à reprodução equina tem aumentado significativamente nos últimos anos, colocando o Brasil na posição de país número um em programas de Transferência de Embriões (TE). Com o intuito de reduzir os índices de perdas embrionárias, torna-se necessária a busca de novos tratamentos para as enfermidades rotineiras ligadas diretamente ao trato reprodutivo em equinos. A endometrite é a principal enfermidade que acomete o trato reprodutivo das éguas, levando a quadros de subfertilidade e é a terceira doença que mais acomete equídeos no mundo. De um modo geral, éguas susceptíveis apresentam características em comum, como idade avançada, histórico de falha reprodutiva em várias temporadas, histórico de episódios anteriores de endometrite e de perdas gestacionais. Pesquisas demonstram que a idade da égua afeta as interações físicas entre embrião e útero, tendo impacto na gestação e nas perdas embrionárias. No entanto, estudos ainda não foram realizados para determinar se a idade da égua está relacionada à maior susceptibilidade a quadros de endometrite. Assim, a hipótese do presente estudo é que éguas jovens (< 4 anos) e virgens são mais resistentes a endometrite. Neste contexto, este estudo tem como objetivo caracterizar qualitativa e comparativamente os microrganismos encontrados no endométrio de éguas de diferentes idades. Para alcançar este objetivo, material intrauterino será coletado de 45 éguas saudáveis e submetido à análise citológica assim como à cultura fúngica e bacteriana. Os animais selecionados para este estudo serão divididos em três grupos etários: G1 (n = 15) - Grupo de éguas virgens com idade entre 2 e 4 anos; G2 (n = 15) - Grupo de éguas em idade reprodutiva entre 5 e 10 anos; e G3 (n = 15) - Grupo de éguas em idade reprodutiva entre 11 e 18 anos. As éguas serão submetidas à avaliação ultrassonográfica para acompanhamento do ciclo estral e, no momento que apresentarem folículo com diâmetro maior igual a 35 mm e edema uterino grau 3 (escala de 1 a 4), será realizada coleta de material intrauterino. Após higienização da região perineal com água e sabão neutro, será realizada a coleta de amostras uterinas utilizando swab e escova citológica estéril para isolamento fúngico / bacteriano e avaliação da porcentagem de neutrófilos, respectivamente. A análise estatística será efetuada pelo teste de Análise de Variância (ANOVA), complementada pelo teste de Tukey e de Dunnettou, e Teste de Kruskall-Wallis, quando recomendado.