Banca de QUALIFICAÇÃO: ELVIS ALMEIDA PEREIRA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ELVIS ALMEIDA PEREIRA SILVA
DATA : 12/12/2019
HORA: 10:00
LOCAL: ICBS
TÍTULO:

Padrões e Processos de Diversificação em Anfíbios da Amazônia e da Mata Atlântica


PALAVRAS-CHAVES:

Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Computação Bayesiana Aproximada, Métodos Coalescentes, Diversificação


PÁGINAS: 70
RESUMO:

Desde o surgimento da filogeografia, muitos dados foram gerados sobre os
padrões de distribuição das populações de organismos da Mata Atlântica. Algumas
quebras filogeográficas tiveram grande destaque, como por exemplo as existentes na
região dos rios São Francisco e Doce, além de uma quebra também na região sul do
referido bioma. Trabalhos utilizando paleomodelos climáticos para inferir a distribuição
no passado de taxóns da Mata Atlântica incorporaram um componente preditivo aos
estudos filogeográficos no Brasil. Além disso, forneceram cenários para que fosse
possível testar as hipóteses de expansão demográfica de organismos da Mata Atlântica,
associada aos períodos glacial e interglacial do Pleistoceno. Quando investigado o
histórico demográfico de táxons que hoje habitam áreas frias e de altitude, observou-se
expansão demográfica durante o Pleistoceno. Já os organismos que habitam áreas de
baixada, foi observado que retraíram sua distribuição durante o Pleistoceno, e
apresentaram expansão demográfica do norte para o sul depois do fim do último glacial.
A Mata Atlântica, uma formação florestal com alta diversidade e ameaçada por ação
antrópica, é foco de interesse de vários estudos sobre diversificação de espécies. Este
estudo tem como objetivo reconstruir, através de uma abordagem multilocus de ampla
abrangência geográfica, a história evolutiva de um táxon distribuído no Bioma Atlântico
que adentra no Bioma Cerrado. Métodos baseados em inferência bayesiana e teoria da
coalescência foram utilizados no intuito de 1) identificar as principais linhagens da
espécie Boana crepitans, 2) estimar o tempo de divergência entre elas e 3) investigar a
existência de possíveis espécies crípticas. Técnicas de reconstrução filogeográfica,
demografia histórica e modelagem de nicho foram empregadas na busca por evidências

adicionais aos processos envolvidos na diversificação do táxon. Os resultados obtidos
trazem novas informações para a compreensão da biogeografia, além de esclarecimentos
à taxonomia de B. crepitans. Foi sequenciado o marcador mitocondrial 16S para 116
amostras e 37 sequencias dos marcadores 12S e COI foram importados do GenBank assim
como os marcadores nucleares proopiomelanocortina (POMC) e ativação de
recombinação 1 (RAG1) foram sequenciados para 52 amostras de tecidos de B. crepitans,
provenientes de grande parte de sua distribuição geográfica. Baseado nas linhagens da
árvore mitocondrial, fizemos o assinalamento populacional. Calculamos a estatística
sumária e a divergência genética entre as linhagens. Boana crepitans apresentou
divergência no mtDNA e nuDNA, com alta estruturação de duas linhagens. Uma
linhagem agrupou espécimes do norte do estado de Minas Gerais, sul da Bahia e Goiás e
Tocantins, enquanto a segunda agrupou as demais localidades da parte litorânea
brasileira. As duas abordagens do assinalamento populacional foram congruentes com as
linhagens mitocondriais, estimando duas populações. Em ambas, a diversidade
nucleotídica foi baixa. A distância genética dentro das populações foi entre 91 a 98%,
enquanto a distância entre as populações foi entre 1 e 9%. A redução do fluxo gênico e
isolamento são diretamente relacionados à diversificação de espécies.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1539011 - DENISE MONNERAT NOGUEIRA
Presidente - 387200 - FRANCISCO GERSON ARAUJO
Interno - 2289640 - HELIO RICARDO DA SILVA
Interno - 3138877 - RICARDO UTSUNOMIA
Notícia cadastrada em: 13/11/2019 14:24
SIGAA | Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação - COTIC/UFRRJ - (21) 2681-4638 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sig-node2.ufrrj.br.producao2i1