Banca de DEFESA: OSÉIAS MARTINS MAGALHÃES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : OSÉIAS MARTINS MAGALHÃES
DATA : 21/02/2019
HORA: 10:00
LOCAL: sala 34 do ICBS
TÍTULO:

RELAÇÕES ENTRE FATORES AMBIENTAIS E DIMORFISMOS ALAR E SEXUAL EM RHAGOVELIA ROBUSTA GOULD, 1931 (INSECTA: HEMIPTERA: VELIIDAE)


PALAVRAS-CHAVES:

Gerromorpha; conflito sexual; seleção sexual; dispersão; morfometria; fatores climáticos.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

Em Gerromorpha, é possível observar dois fenômenos bem estudados em áreas temperadas: o
polimorfismo alar, em que indivíduos de determinadas espécies podem ser ápteros,
micrópteros, braquípteros ou macrópteros, havendo coexistência de diferentes formas em uma
mesma população; e a variação de características somáticas entre machos e fêmeas, as quais
podem estar relacionadas ao conflito sexual. Rhagovelia robusta Gould, 1931 é uma espécie
onde tais fenômenos ocorrem de modo evidente. Assim, esta dissertação teve como objetivo
geral definir as relações entre os dimorfismos alar e sexual em R. robusta, além do papel de
fatores ambientais na determinação das formas alares. Primeiramente, foram avaliados os
padrões de forma e tamanho de diferentes formas alares e sexos de R. robusta e quais as relações
entre os dimorfismos alar e sexual. Foi observado que há variações significativas de
determinadas estruturas entre machos e fêmeas, assim como de machos de diferentes formas
alares. Nos machos, pronoto e fêmur posterior sofrem modificações alométricas, que estão
integradas entre si. Tal integração está ligada às respostas adaptativas às necessidades de
dispersão e reprodução. Posteriormente, foi analisado como fatores ambientais influenciam na
abundância das formas alares de R. robusta. Evidenciou-se que diferentes condições climáticas
ocorrentes durante o período de desenvolvimento influenciam na abundância do morfotipo
macróptero. A maior abundância dele foi associada a temperaturas médias maiores e estações
chuvosas, enquanto foi influenciada negativamente por temperaturas menores e épocas secas.
Esses resultados refletem a adaptação da espécie, através de morfotipos diferentes, à
variabilidade da disponibilidade de recursos ao longo do tempo. Em épocas secas, o ambiente
é mais homogêneo e há menos recursos disponíveis, sendo menos viável investir no aparato de
voo e custos envolvidos na dispersão. Por outro lado, os machos ápteros proporcionalmente
mais abundantes nessa época tem maior capacidade de cópula, garantindo uma maior taxa de
reprodução e a continuidade da população no habitat. Em épocas de alta pluviosidade, com
maior heterogeneidade e disponibilidade de recursos, é possível maior investimento no
desenvolvimento de indivíduos macrópteros e na dispersão para novas áreas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 106.487.357-02 - FELIPE FERRAZ FIGUEIREDO MOREIRA - UFRJ
Externo à Instituição - FERNANDA AVELINO CAPISTRANO DA SILVA
Presidente - 387200 - FRANCISCO GERSON ARAUJO
Externo à Instituição - TATIANA NASCIMENTO DOCILE
Notícia cadastrada em: 06/02/2019 15:25
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