Estrutura e Diversidade de Meta Comunidades de Mosquitos (Diptera: Culicidae) e Detecção de Arbovírus circulantes em área de Mata Atlântica, estado do Rio de Janeiro, Brasil
Culicidae, Mata Atlântica, área de preservação, risco de doenças, vetores
A Mata Atlântica é uma região altamente biodiversa que se estende por partes do
Brasil, Paraguai e Argentina. Infelizmente, as ações antrópicas, como o desmatamento e
por via indireta, alterações climáticas, têm causado um impacto significativo levando a
destruição de habitats afetando o equilíbrio ecológico e podendo levar ao aumento das
populações de mosquitos, os quais se incluem os Culicideos, muitos destes atuando
como vetores de doenças como a Febre Amarela, Zika, chikungunya. Quando as
atividades humanas invadem os habitats naturais dos mosquitos, criam-se condições
favoráveis para sua reprodução e sobrevivência, uma vez que alguns táxons podem
apresentar plasticidade de adaptação a diferentes locais para sua procriação sendo
capazes de ocorrer em diferentes tipos de habitats larvais, aumentando o risco de
transmissão de arbovírus. Além disso, o desmatamento e a fragmentação do habitat
podem deslocar certas espécies de animais que servem como predadores naturais ou
competidores de mosquitos assim como a fonte alimentar dos mesmos. Essa interrupção
no ecossistema pode levar a um desequilíbrio, onde as populações de mosquitos
prosperam sem controles e contrapesos naturais. A Mata Atlântica, devido à sua rica
diversidade de flora e fauna de vertebrados e invertebrados, oferece uma ampla
variedade de nichos propícios ao desenvolvimento dos culicídeos, tornando essas
análises respecialmente relevantes. Assim sendo, o presente estudo teve o objetivo de
analisar a diversidade de Culicidae e simultaneamente detectar a circulação de arbovírus
em diferentes fragamentos remanescentes de Mata Atlântica do município de Casimiro
de Abreu (Fazenda Três Montes), Silva Jardim (Sitio Terra Boa) e Cachoeiras de
Macacú (Reserva Ecológica do Rio Guapiaçú), estado do Rio de Janeiro, e avaliar risco
de emergência e transmissão de arbovírus. O estudo teve as coletas realizadas entre os
anos de 2018 a 2023 com o uso de ovitrampas, concha entomológica e sifão de sucção
manual, sendo realizadas análises de índices ecológicos, influência dos fatores
climáticos na abundância de culicídeos e pesquisa de arbovírus através da extração de
RNA viral.