Banca de QUALIFICAÇÃO: CECÍLIA FERREIRA DE MELLO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CECÍLIA FERREIRA DE MELLO
DATA : 06/05/2021
HORA: 14:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

Diversidade e Estabilidade Ecossistêmica da tribo Mansoniini (Diptera: Culicidae) em áreass do aproveitamento hidrelétrico na Amazônia - UHE – Jirau


PALAVRAS-CHAVES:

Mansonia spp., Coquillettidia spp. Hidrelétrica, Amazônia, Ecologia, Morfometria Geométrica, Microscopia Eletrônica


PÁGINAS: 140
RESUMO:

A estabilidade ecossistêmica é um corolário importante da sustentabilidade, já que as
grandes perturbações, tanto naturais quanto induzidas pelo homem, indubitavelmente, têm um
efeito significativo sobre o funcionamento das comunidades no ecossistema. As principais
zonas úmidas naturais da Amazônia brasileira são caracterizadas por extremos hidrológicos de
cheia e seca, portanto, são excelentes modelos para estudos ecológicos. Já as zonas úmidas
antropogênicas, processos de distúrbios são provocados por diferentes tipos de ação ou
intervenção humana. Na construção de hidrelétricas grandes lagos são formados mudando
completamente a paisagem, o que tende a favorecer as espécies flutuantes de macrófitas
aquáticas constituindo um excelente substrato para muitos animais. A tribo Mansoniini é um
grupo de mosquitos pertencentes a subfamília Culicinae, e estreitamente associado a esse tipo
de ambiente, seus representantes (Mansonia spp., Coquillettidia spp.) caracterizam regiões com
alto grau de antropização e constitui uma ameaça à saúde humana devido ao seu comportamento
antropofílico. Diversas espécies dessa tribo podem ser transmissoras potenciais de agentes
patógenos já que foram encontradas naturalmente infectadas com arbovírus e microfilárias em
diversas regiões do mundo. Com o objetivo de estudar a diversidade, ecologia, morfologia e a
estabilidade ecossistêmica de adultos da tribo Mansoniini nossa pesquisa foi desenvolvida em
áreass de influência da Usina Hidrelétrica Jirau, sob o domínio do Bioma Amazônia no estado
de Rondônia, Brasil no período entre fevereiro de 2016 a novembro de 2019. Tivemos como
principal método de amostragem de adultos as armadilhas luminosas de Shannon e do tipo
CDC, capturador de Castro e aspirador elétrico. Já para amostragem de imaturos utilizamos
quadrante com uma área de lm2. Nesta tese são apresentados cinco capítulos. No capítulo I está
contido o levantamento faunístico das espécies da tribo Mansoniini na área estudada com a
caracterização da riqueza, diversidade e dominância das espécies, onde pode-se observar que
distúrbios antropogênicos estão favorecendo a sucessão ecológica de espécies da tribo
Mansoniini promovendo uma estabilidade de domínio em todo o período sazonal na área
estudada. No segundo capítulo foi avaliado o grau de dispersão ativa e os padrões de
movimentação das fêmeas de Mansonia spp. por meio de marcação, soltura e recaptura dos
espécimes ademais, foi estimado o tamanho populacional de Mansonia spp. em áreas do
aproveitamento hidrelétrico na Amazônia - UHE Jirau. Foi observado um raio de voo de até
2km na dispersão das espécies da tribo Mansoniini, os estudos revelam ainda, que a estabilidade
sazonal da tribo Mansoniini está associada ao tamanho de suas populações. No terceiro capítulo
a avaliação da infestação de Mansonia spp. em plantas aquáticas da bacia do Rio Madeira nos
ambientes lêntico e lótico, estado de Rondônia, Brasil, deixa claro que as posturas de Mansonia
spp. são mais abundantes em Eichornia crassipes e Pistia sp. e mostraram correlação positiva
para temperatura, Ph e Condutividade, principalmente na estação chuvosa, decrescendo fortemente na estação seca. No quarto capítulo foi analisada a influência da sazonalidade na variabilidade morfológica de asas em populações de Mansonia amazonensis. Foi observado que há variabilidade intrapopulacional de tamanho e conformação de populações de Ma.amazonensis da Área do aproveitamento hidrelétrico na Amazônia UHE – Jirau. No quinto capítulo foi realizada a descrição da ultraestrutura dos ovos de Coquillettidia venezuelensis, as mensurações e caracteres contrastaram com os padrões observados nos ovos de outras espécies de Coquillettidia fornecendo subsídios para o melhor entendimento da classificação dessa espécie.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA LAURA CARBAJAL DE FUENTE
Presidente - 387200 - FRANCISCO GERSON ARAUJO
Interno - 005.893.247-05 - JERONIMO AUGUSTO FONSECA ALENCAR - UFRJ
Externo à Instituição - RONALDO FIGUEIRÓ PORTELLA PEREIRA
Notícia cadastrada em: 24/03/2021 09:55
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